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Prédio desaba após explosão na zona norte do Rio de Janeiro

Os bombeiros retiraram sete pessoas dos escombros, entre elas uma criança. Todas foram levadas para o Hospital. Uma das vítimas já foi liberada

07:41 | 19/10/2015
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Uma explosão de grandes proporções na madrugada desta segunda-feira, 19, em um prédio de dois andares, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro, atingiu um restaurante, uma pizzaria, uma farmácia e 11 quitinetes que funcionavam em uma vila no fundo do prédio. Após a explosão, o prédio desabou. Os bombeiros retiraram sete pessoas dos escombros, entre elas uma criança. Todas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, na área central da cidade. Uma das vítimas já foi liberada.

Após a explosão, houve um incêndio no prédio. O prefeito Eduardo Paes, que está no local, disse que “as cenas são impressionantes”, devido à grande quantidade de ferro retorcido com o impacto da explosão, provocado pelo forte deslocamento de ar. Paes disse ainda que os bombeiros estão seguindo os protocolos de praxe e assim que termine a procura por vítimas, o tráfego começará a ser liberado gradativamente na região.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a explosão pode ter sido provocada por um vazamento de gás, devido a botijões instalados clandestinamente no local. O impacto da explosão foi tão forte que pôde ser ouvido a mais de dois quilômetros de distância, no bairro vizinho de Benfica. Portas de lojas ficaram destruídas, janelas de prédios da vizinhança tiveram os vidros estilhaçados e janelas de alumínio tiveram a estrutura retorcida.

A prefeitura do Rio, por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego interditou o trânsito em toda a região de São Cristóvão. A área está sem luz e escolas públicas não vão funcionar no primeiro turno. As equipes de resgate estão usando cães farejadores para tentar localizar vítimas do desabamento que estejam soterradas.

As lojas em frente ao local também foram atingidas, como uma agência do Bradesco, prédios residenciais e lojas. Hoje, por ser feriado do Dia do Comerciário, o comércio não abre.

Segundo moradores da região, o restaurante que funcionava no prédio, passou por pequena reforma recentemente. O prefeito Eduardo Paes disse que foi informado pela Companhia de Gás do Rio que o prédio não é abastecido por gás de rua, o que indica que o local tinha botijões. “É mais provável que seja uma explosão de gás, mas a gente precisa levantar isso com calma. São dados que ainda estamos levantando”, comentou.

Paes acrescentou que a prefeitura vai ajudar as vítimas da explosão e que as equipes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social já estão no local para prestar qualquer auxílio que for necessário. Vamos aguardar ao longo do dia quais são as reais necessidades dessas pessoas. Demos sorte na questão da mobilidade, porque como hoje é feriado do comerciário nós vamos ter um movimento menor nas ruas”.

Consequências

Sete pessoas ficaram feridas e foram levadas pelos bombeiros para o Hospital Municipal Souza Aguiar. A menina Beatriz Galdino de Araújo, de 9 anos, o pai e a mãe dela, que sofreram pequenos ferimentos, já deixaram o hospital. A mãe de Beatriz, Ana Keila, era dona do restaurante que funcionava no local. Ela contou que o dono da pizzaria ao lado, no mesmo sobrado, tinha nos fundos do comércio um depósito clandestino de botijões de gás e já tinha sido alertado do perigo do estoque.

No sobrado, além da pizzaria, da farmácia e do pequeno restaurante, funcionava na parte dos fundos 11 quitinetes que estavam todas alugadas. Os moradores perderam tudo, como móveis, roupas e objetos de louça. O forro do teto também desabou. A costureira Marlene, que mora em uma das quitinetes, disse que ouviu uma explosão e viu tudo vindo abaixo. “O teto caindo. Só deu tempo de a gente ligar para a polícia, pedir ajuda e o Corpo de Bombeiros na mesma hora chegou e retirou [a gente]".

Outro morador, Davi Alves de Souza, que mora na vila de quitinetes com a mulher Ana Maria Dias, de 63 anos, e uma filha do casal, contou como tudo aconteceu. “Eram 3h da madrugada mais ou menos. A gente acordou com um estrondo muito forte. A casa foi desabando em cima da gente, foi caindo o telhado. A gente viu fogo. Pulei em cima dela [a mulher] para protegê-la. Minha filha foi protegida por uma telha de alumínio que caiu sobre ela. Nós ficamos ilhados porque a nossa quitinete é a última, fica lá atrás e não tinha como a gente sair. Os bombeiros foram pelo outro lado e nos resgataram”, disse.

 

Agência Brasil

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