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Senado aprova pensão vitalícia para Lais Souza

A ex-ginasta Lais Sousa ficou tetraplégica depois de sofrer um grave acidente de esqui no começo do ano, durante um treinamento em Salt Lake City, nos Estados Unidos

07:41 | 18/12/2014
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Foi aprovada, na última quarta-feira, 17, pelo Senado Federal, a concessão de pensão vitalícia para a ex-ginasta Lais Souza, que ficou tetraplégica depois de sofrer um grave acidente de esqui no começo do ano, durante um treinamento em Salt Lake City, nos Estados Unidos.

Depois de já ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados em julho, o projeto agora seguirá para sanção presidencial.

O valor do benefício mensal equivale a R$ 4.390,24, valor máximo para esse tipo de auxílio. A despesa será lançada no programa orçamentária "Indenizações e Pensões Especiais", de responsabilidade da União. A pensão não será repassada aos herdeiros da beneficiária.

[SAIBAMAIS3] 

Na justificativa do projeto, a autora, deputada Mara Gabrilli, disse que Lais Souza "construiu uma carreira baseada na garra, na perseverança e no sucesso”.

Aos 12 anos, a ex-ginasta já integrava a Seleção Brasileira de Ginástica Olímpica. Com 15 anos, ela representou o Brasil nas Olímpiadas de Atenas, em 2004.

Em 2005, Lais alcançou um de seus maiores resultados ao conquistar a medalha de ouro na Copa do Mundo de Cottbus e Sttutgart, na Alemanha.

Essa trajetória fez a Confederação Brasileira de Desportos da Neve (CBDN) convidar Lais para conhecer o esqui aéreo, em maio de 2013.

Após obter classificação para essa modalidade nos Jogos Olímpicos de Inverno de fevereiro de 2014, em Sóchi, na Rússia, ela passou a treinar rigorosamente  em Salt Lake City, nos Estados Unidos.

Acidente

Em janeiro de 2014, Lais Souza sofreu um acidente que fraturou a terceira vértebra, com lesão medular definitiva. Além disso, houve as funções motora, sensitiva e autonômica, comprometidas.

Com isso, a atleta perdeu os movimentos, sensibilidade e controle de todos os órgãos abaixo do pescoço.

Após o ocorrido, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) iniciou uma campanha para obter contribuições para o tratamento da atleta.

Mesmo sem participar de nenhuma delegação do COB, o comitê assumiu a responsabilidade para custear o tratamento da atleta. 

 

Redação O POVO Online

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