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Relacionamento com a audiência é decisivo para jornais, diz especialista

20:46 | 19/08/2014
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"Os relacionamentos entre as empresas jornalísticas e suas cada vez mais fragmentárias audiências são decisivos para a geração de novas receitas com o digital, que é o ambiente que mais nos interessa, no momento, pois a queda na circulação do jornal em papel nos Estados Unidos continua e continuará", alertou Ken Doctor, presidente da Newsonomics e analista da indústria de mídia.

Segundo Doctor, não se trata de relacionar-se apenas para abrir possibilidades de interação com o público e vice-versa. O mais valioso, enfatizou, é fugir "daquele modelo que antes encarava os indivíduos como ‘anônimos’ e passar a vê-los o quanto antes como ‘conhecidos’". "O segmento de notícias está cada vez mais ‘personalizado’. Então, vocês precisam gerar e gerenciar os registros e as medições de acesso aos seus conteúdos digitais. E o principal: fazer uso desses dados."

Nos Estados Unidos, essa tendência tem exigido que os jornais contratem técnicos especializados em bancos de dados ou empresas que prestem esse tipo de serviço. "Google e Facebook são referências em gestão/utilização de dados sobre a sociabilização de seus usuários entre si e com produtos, serviços e ideias." A produção de conteúdos baseada em medidas de interação já é responsável por mais de 50% da receita da BuzzFeed, por exemplo. "Em jornais, isso não ainda passa de 10%."
[SAIBAMAIS3]
Na Era Digital, o conceito de relacionamento é bem mais amplo do que se imagina. "Ele inclui também as relações dos jornais com seus anunciantes e com as comunidades às quais servem." Ken chamou a atenção também para uma projeção "certeira": "Em 2018, as pessoas irão passar 55 horas por semana, em média, em contato com as telas de seus equipamentos. Esse número pula para 70 horas, no caso dos adolescentes. Assim, os portáteis passam a ser o alvo principal."

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