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PM abre inquérito para apurar abusos em repressão a protestos

O ouvidor das polícias do estado de São Paulo, Julio Cesar Fernandes Neves, considerou a ação policial "desproporcional, lamentável e inaceitável"

11:33 | 14/06/2014

A Polícia Militar (PM) de São Paulo instaurou na sexta-feira, 13, um inquérito para investigar possíveis abusos praticados na repressão dos protestos contra a Copa do Mundo.

 Os manifestantes fizeram atos na zona leste paulistana, próximos à Avenida Radial Leste e às estações Tatuapé e Carrão do metrô. Os locais são parte do caminho para chegar a Arena Corinthians, estádio que recebeu a abertura do Mundial.

 O ouvidor das polícias do estado de São Paulo, Julio Cesar Fernandes Neves, considerou a ação policial "desproporcional, lamentável e inaceitável".

 "Principalmente a atitude de um dos policiais militares, que demonstrou sadismo ao lançar spray de pimenta nos olhos de um manifestante que já estava totalmente dominado", destacou.

 A ouvidoria acionou a Corregedoria da PM e o Ministério Público para que investiguem os possíveis abusos. Para Neves, não houve respeito ao direito das pessoas se manifestarem.

 Já o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella, defendeu a operação policial, afirmando que a "polícia agiu corretamente, usou a força proporcionalmente aos atos de violência para manter a ordem pública".

 O comandante da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, ponderou, entretanto, que no caso do manifestante que foi atingido com spray depois de dominado parece ter havido excesso. 

 Benedito ressaltou ainda que o manifestante estava desarmado e imobilizado.

 As estações Tatuapé e Carrão chegaram a ser fechadas pela polícia após o confronto com manifestantes. Turistas brasileiros e estrangeiros que estavam no local ficaram perdidos em meio à confusão. Funcionários do shopping, cuja entrada é a mesma do metrô e foram dispensados para ver o jogo, enfrentaram dificuldades para voltar para casa.

 

Agência Brasil

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