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Morre bebê que tentava tratamento com substância da maconha

Bebê estava tomando uma pasta natural de canabidiol há poucos dias. Espera pela importação e autorização foi de 40 dias, informou uma amiga da família

17:00 | 02/06/2014

Morreu neste domingo, 1°, o bebê que havia recebido há poucos dias autorização para receber tratamento com uma pasta natural de CBD (canabidiol), composto não psicoativo presente na maconha. Espera pela autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), importação e alfândega foi de 40 dias, segundo uma amiga da família.

[SAIBAMAIS 2] Katiele Fischer, amiga da mãe do bebê, disse em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que não seria possível precisar se o longo prazo afetou a saúde da criança, pois a própria síndrome é grave. A criança, filha de Camila Guedes, possuía síndrome de Dravet e entrou em estado grave na última quinta-feira, 5.


Também na última semana, a Anvisa discutiu alterações no uso de CBD para facilitar futuras importações da droga. O composto pode ser utilizado como tratamento alternativo em pacientes com síndromes epiléticas graves, além de outras, como doença de Parkison. Camila Guedes ainda chegou a participar do início da discussão, mas saiu após o filho passar mal.

“A Camila foi a primeira pessoa que conseguiu exportar o CBD pela via administrativa, sem ordem judicial”, explicou a fonte, amiga da mãe. Ao todo, foram 40 dias para receber o composto e iniciar o tratamento, num misto que incluiu receita federal, imposto e a própria Anvisa, explicou Katiele.

 

Redação O POVO Online

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