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Ipea errou números de pesquisa sobre estupro

De acordo com a nota divulgada pelo Instituto, uma troca nos gráficos gerou o erro. O correto é que 26% concordam com ataque a mulheres que mostram o corpo

16:49 | 04/04/2014
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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta sexta-feira, 4, nota em que afirma que os números da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres” estão errados. Segundo o Ipea, a porcentagem de 65% dos que concordam com o ataque a mulheres que mostram o corpo está errada. Os números corretos são bem inferiores aos 65% que chocaram o país, na última quinta-feira, 27: 25%.

De acordo com o instituto, foram feitas duas pesquisas e uma troca nos gráficos teria gerado a confusão. As pesquisas “Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar” e “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas” tiveram seus gráficos invertidos. Abaixo os números corretos de cada pesquisa:

Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas
Discorda: 58,4% totalmente e 11,6% parcialmente.
Neutro: 3,4%.
Discorda: 13,2% totalmente e 12,8 parcialmente.

Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar

Discorda: 24% totalmente e 8,4% parcialmente.
Neutro: 1,9%.
Discorda: 42,7% totalmente e 22,4% parcialmente.

Os resultados da pesquisa geraram grande repercussão em todo o País. Uma campanha foi lançada com o lema #EuNãoMereçoSerEstuprada, que contou com o apoio até da Presidente Dilma.

O Diretor Social do Ipea anunciou a exoneração imediata do responsável pelo erro.

 

Redação O POVO Online

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