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Polícia do Rio de Janeiro pede prisão temporária de suspeito que atirou rojão em cinegrafista

20:34 | 10/02/2014

A Polícia do Rio de Janeiro, pediu, nesta segunda-feira, 10, a prisão temporária do homem suspeito de ter acendido o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade. Ele foi identificado com a ajuda de Fábio Raposo, que foi preso depois de confessar ter participado na ação.

Santiago Ilídio Andrade, de 49 anos, cinegrafista da Rede Bandeirantes, teve morte cerebral na manhã desta segunda-feira, 10. Os médicos teriam feitos exames que mostraram que 90% do lado esquerdo do cérebro do cinegrafista estariam sem irrigação.

Nesta tarde, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou, pelo Twitter, que a Polícia Federal auxiliará nas investigações sobre quem lançou o rojão que atingiu o cinegrafista e lamentou a morte de Santiago, criticando a violência nos protestos. “A morte cerebral do cinegrafista Santiago Andrade, anunciada hoje, revolta e entristece. Não é admissível que os protestos democráticos sejam desvirtuados por quem não tem respeito por vidas humanas. A liberdade de manifestação é um princípio fundamental da democracia e jamais pode ser usada para matar, ferir (...) agredir e ameaçar vidas humanas, nem depredar patrimônio público ou privado”, escreveu Dilma.

Investigação
A Polícia Federal colocou toda a sua estrutura, no Rio de Janeiro, à disposição da Secretaria Estadual de Segurança para colaborar com a investigação da morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade. A informação é da assessoria de Comunicação Social da PF.

O apoio foi determinado pelo Ministério da Justiça, depois de a presidenta Dilma Rousseff recomendar que a Polícia Federal deveria acompanhar as investigações para “aplicação da punição cabível” aos responsáveis pelo rojão que feriu o jornalista.

Ainda segundo a assessoria da PF, até as 20h41, a Secretaria de Segurança do Rio não tinha feito qualquer pedido de ação conjunta para a investigação.

O cinegrafista Santiago Ilídio Andrade foi atingido por um rojão na quinta- feira, 6, durante manifestação, no centro do Rio, contra o reajuste das tarifas de ônibus. A morte cerebral dele foi anunciada nesta segunda.

 

Redação O POVO Online, com informações da Agência Brasil

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