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Xingu: Justiça determina reintegração de posse do canteiro

A decisão foi tomada pela desembargadora Selene Almeida e despachada pelo juiz federal Sérgio Wolney Guedes, de Altamira

10:27 | 09/05/2013
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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) deferiu, na noite desta quarta-feira, 8, a reintegração de posse do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, na região de Altamira, no Pará, de acordo com informações do Ministério Público Federal (MPF).

A decisão foi tomada pela desembargadora Selene Almeida e despachada pelo juiz federal Sérgio Wolney Guedes, de Altamira. Foi autorizado o uso de força policial.

Policiais da Ronda Tática Metropolitana (ROTAM) e da Força Nacional já estão no local. Eles aguardam a chegada da procuradora Thais Santi para intermediar a conversa com os índios Munduruku.

De acordo com o site G1, devem ser retirados cerca de 160 indígenas de seis etnias que ocupam a barragem desde o último dia 2 de maio. O presidente da Associação dos Povos Munduruku do Alto Tapajós afirmou que o clima dentro do canteiro ainda é traquilo. Eles esperam pacificamente pela chegada da procuradora.

Os indígenas ainda garantem que se foram retirados, devem voltar a ocupar o canteiro de obras até que as reivindicações deles sejam atendidas, entre elas a consulta prévia e a suspensão de estudos e obras de barragens que afetam as terras indígenas.

Ainda segundo o G1, a ordem de reintegração permite a retirada forçada dos indígenas para a desocupação do canteiro e deixa a critério da força policial admitir ou não a entrada de jornalistas, advogados e observadores externos.

O Ministério Público Federal diz ter feito um acordo com a polícia de que acompanhará a reintegração, sendo assim, representado pela procuradora Thais Santi.

Redação O POVO Online

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