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Unidos pela paixão por motocicletas

Encontro de apaixonados por motocicletas reúne histórias compartilhadas por pai e filhos e também por casais. Os amigos se reconhecem como família

01:30 | 27/03/2017
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Roncos estridentes de motor ficavam mais graves à medida que, no último sábado, 25, das entradas para o estacionamento do shopping RioMar, no Papicu, homens e mulheres de roupas pretas e diferentes idades surgiam montados em largas motocicletas. As placas das máquinas indicavam que os pilotos eram de Fortaleza, Russas, Caucaia e outras cidades. Alguns tinham acabado de chegar de viagem — a fina camada de lama e poeira que cobria espelhos e pedais não negava. Regado a rock’n roll e conversas sobre viagens pela estrada, o encontro de amantes da marca Harley-Davidson reuniu uma família de amigos criada a partir da paixão em comum pela moto. Momento para troca de saberes e experiências entre os mais antigos e mais novos “harleyros”.

O empresário Oto Brito, 60, sua filha também empresária Fernanda Marinho, 30, e o esposo dela, o engenheiro civil Sérgio Marinho, 37, foram alguns dos que chamaram a atenção dos visitantes ao estacionarem suas Harleys no espaço reservado ao encontro. O amor pela máquina veio para cada um deles num efeito dominó: começou com Oto, que se orgulha em dizer que tem “42 anos só de moto”, passou para Fernanda, que desde a adolescência compartilha o hobby do pai, e chegou até Sérgio, que sempre sonhou em pilotar e sente que teve “muita sorte de entrar para uma família que gosta”.

“A Harley não é uma moto rica em detalhes modernos. É mais tradição, ‘lifestyle’. Você compra uma Harley e ganha amizade, companheirismo”, descreveu Oto. Fernanda fez coro ao discurso do pai: “desde o estilo de se vestir até a forma de se expressar e de estar livre, sentindo o vento na cara. É lazer, sair com a galera”.

Para o comerciante Engels Farias, 66, a relação com a Harley é de admiração pela “lenda” e de vontade de experimentar o novo. Com seis motos na garagem — duas sendo Harley —, ele já pretende adquirir a próxima, um modelo Fat Boy parecido com o que estava em exposição durante o encontro. “Costumam dizer pra mim: ‘esse homem deve estar morrendo de ganhar dinheiro’. Não, tô liso. Tudo o que tenho, dou pras motos”, brincou Engels. Sua esposa, a assistente social Tereza Cristina, 58, disse que o tempo que o casal dedica às motos é no fim de semana, junto a outros “harleyros”. “Tomar café, dia de domingo, é praxe. Em Beberibe, Cascavel, Canindé...”.

O empresário Miguel Quintanilha, 35, lembrou que, no grupo, não se restringe idade. “É jaqueta de couro, ‘estilão’. É de um pessoal mais velho, mas tem muito jovem que adere também. A gente troca muita ideia”.

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