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Homenagem a Dalva de Oliveira reúne grandes nomes no TJA

| Homenagem | Dalva de Oliveira será celebrada esta noite em show que reúne Claudette Soares, Alaíde Costa, Eliana Pittman e Márcio Gomes

16/05/2019 01:42:35
Claudette Soares, Alaíde Costa, Eliana Pittman e Márcio Gomes se encontram em homenagem a Dalva de Oliveira
Claudette Soares, Alaíde Costa, Eliana Pittman e Márcio Gomes se encontram em homenagem a Dalva de Oliveira (Foto: Divulgação)

No último 5 de maio, uma das personalidades mais importantes da cultura brasileira fez aniversário. Foi nesta data que, há 102 anos, nasceu Vicentina de Paula Oliveira, que entrou para a história como Dalva de Oliveira. A cantora de Rio Claro, São Paulo, merece todas as pompas e homenagens por ter dado à música seus agudos e sua vida, cheia de brilhos e dramas. No palco e fora dele, Dalva se equilibrou entre a felicidade do sucesso popular e o trágico das histórias de amor. E o que estivesse em seu coração ela usava para vestir canções como Bandeira Branca, Máscara negra, Que será ou Neste mesmo lugar.

Influência para tantas vozes de sua época e depois, a "Piaf braseileira" será celebrada hoje, 16, no Theatro José de Alencar com o show 100 Anos de Dalva de Oliveira. Adaptação do projeto lançado em CD e DVD em 2018, o tributo reúne quatro grandes vozes: as veteranas Claudette Soares, Alaíde Costa e Eliana Pittman, e Márcio Gomes, cantor carioca apelidado como o "novo Rei da voz".

"Eu tenho uma admiração muito grande pela Dalva. Ao longo da minha carreira, sempre tive vontade de fazer um CD em homenagem a ela. Nunca deu certo, mas com esse convite do Thiago (Marques Luiz, produtor), fica uma parte do sonho realizado", comenta Alaíde, que conheceu Dalva na Rádio Nacional. "Eu a adorava. Ela me deixa uma imagem de uma mulher guerreira", aponta a cantora de 83 anos, uma das vozes mais expressivas da história da Bossa Nova.

"Eu que trouxe Alaíde pra São Paulo pra reforçar o movimento que já rolava de bossa nova", orgulha-se Claudette Soares, que apresenta seus companheiros de palco. "Alaíde é minha parceira de bossa, fazendo o romântico bem moderno, como ela é. Eliana tem todo um histórico internacional, faz música bem diferenciada. No show, ela faz bem aquelas coisas de mais exaltação. E o Márcio, o que falar dele? Ele faz aquelas partes de extensão, músicas fortes, bem altas. Somos todos amigos e ele é o amigo mais recente".

Claudette também teve oportunidade de conviver com Dalva de Oliveira uma época. "Conheci primeiro como fã. Eu cantando em programa juvenil e vi aquela mulher, com aqueles olhos verdes. Demorei muito a ter contato com ela. Depois que o Pery virou cantor e de estar com a turma da bossa nova, a gente ficou muito amigo. Ele dizia em todos os shows que o sonho da mãe dele era eu casar com ele", lembra a carioca de 81 anos que perdeu a amiga sem realizar seu sonho.

Eliana Pittman, 73 anos, também teve chance de conhecer Dalva, de forma mais breve. "Quando eu era muito pequena, que ela fazia shows em circo, eu devia ter uns 6 ou 7 anos. Minha mãe me levou em Bonsucesso pra vê-la. Eu lembro muito das joias dela", comenta a cantora que, pouco depois, foi viajar pelo mundo cantando ao lado do pai Booker Pittman. "Mas eu sempre admirei a Dalva. É 'a voz'". Aos 45 anos, Márcio Gomes teve tempo de conhecer Dalva pessoalmente, mas é íntimo do seu repertório. "Quando fui me entender como cantor, entrei na música popular e vi a Angela Maria num show em São Paulo. Tremi na base e disse que era o que queria pra mim. Fui fazendo pesquisa de repertório e conheci a Dalva, já depois dos anos 1990. Na verdade, nessa época eu conheci todos daquela geração. Gostei de uns, outros menos, outros eu me apaixonei. Dalva está dentro das paixões", comenta o artista que lota casas de show cantando, com seu estilo operístico, as grandes canções brasileiras e internacionais. "É um prazer dividir um palco com essas grandes estrelas. É como uma pós-graduação. E, pra mim, é mais que satisfatório pelo fato de eu ser apaixonado pelo repertório da Dalva. Além de ter sido um ícone daquela época, seu nome nunca foi esquecido. Isso que é o poder da arte, é sobreviver ao tempo", celebra.

 

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100 anos de Dalva de Oliveira

Quando: hoje, 16, às 20 horas

Onde: Theatro José de Alencar (r. Liberato Barroso, 525 - Centro)

Quanto: R$80 (torrinha), R$100 (camarote), R$120 (frisas, balcão ou plateia). Preços de inteira. À venda na Bilheteria Virtual(https://bit.ly/2LIRaHZ), Tcket Shop (Iguatemi e RioMar Kennedy) e no local

Telefone: 3101 2583

Capa do disco A Dama da Canção, de Alaíde Costa
Capa do disco A Dama da Canção, de Alaíde Costa

Estante de discos

Alaíde Costa

Dona de um timbre muito particular e dramático, lançou em DVD o impecável A dama da Canção (2018).

Claudette Soares

"Trilha sonora" do livro A Noite do Meu Bem, ela volta ao tempo das boates e mostra que a voz segue impecável a serviço de grandes canções.

Marcos Sampaio