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Jornal

O que passa por essas páginas

24/01/2019 01:30:00

Da queda do mercado de LPs ao crescimento das plataformas de streaming. O reaquecimento da indústria cinematográfica nacional. Os choques de comportamento e pensamento gerados no meio das artes plásticas. A evolução do mercado de jogos eletrônicos. Os grandes festivais, as mais impactantes obras, o que gerou escândalo, o que mexeu com a cabeça do povo, o que apontou caminhos. Nos últimos 30 anos, o Vida&Arte tornou-se um termômetro do muito que se produziu em termos de arte no Ceará, no Brasil e no mundo.

 

Apesar dos pés fincados no Nordeste, é uma das missões deste caderno conectar seus leitores com o que está sendo produzido no planeta em termos de pensamento. É por isso que o V&A já estreou homenageando o grande símbolo do surrealismo, Salvador Dali, falecido em 23 de janeiro daquele 1989. Assim como o pintor catalão, muitas personalidades e suas obras mais célebres foram discutidas por aqui. O fenômeno Tropa de Elite, que levou aos cinemas as práticas da polícia carioca, assim como os 40 anos do festival de Woodstock, marco da contracultura, foram tema de reportagem. As conexões de Elis Regina com o Ceará também foram exploradas em 2012, quando se completaram 30 anos de morte da maior cantora do Brasil.

 

Entre as reportagens mais recentes, é inesquecível a que marcou os 70 anos de Belchior. O projeto transmídia costurou depoimentos de músicos, familiares, pesquisadores e amigos em busca de entender o bardo cearense. Mal emergimos desse mergulho e fomos tomados pelo susto da morte do compositor. Foram mais de 24 horas de trabalho para compreender o que tinha havido na madrugada de 30 de abril, quando o coração do artista parou. Na época, ele ainda vivia um mal explicado autoexílio artístico, embora seu paradeiro já não fosse mais tão secreto. Compreender os detalhes e as razões para o que norteou os últimos anos de vida de Belchior foi uma aula de jornalismo que envolveu o marcou o Vida&Arte para sempre.

 

Marcos Sampaio

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