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Entre os favoritos

| prêmio BAFTA| A Favorita, do diretor grego Yorgos Lanthimos, é o campeão de indicações ao "Oscar Britânico", concorrendo em 12 categorias. Premiação acontecerá no dia 10 de fevereiro

01:30 | 11/01/2019

A ATRIZ britânica Olivia Colman interpreta a rainha Anne. Abaixo, Rachel Weisz e Emma Stone na disputa de quem é a
A ATRIZ britânica Olivia Colman interpreta a rainha Anne. Abaixo, Rachel Weisz e Emma Stone na disputa de quem é a "favorita" da monarca divulgação

O filme histórico A favorita, do diretor grego Yorgos Lanthimos, recebeu 12 indicações ao Prêmio da Academia Britânica de Cinema e Televisão (Bafta), que celebra sua 72ª edição. Considerado o Oscar britânico, o prêmio será entregue em cerimônia no dia 10 de fevereiro, no Royal Albert Hall, em Londres.

 

Nesta comédia dramática que se passa na Inglaterra do século XVIII, uma confidente e uma cortesã da rainha Anne disputam seus favores, num triângulo amoroso marcado por ambições políticas.

 

O filme foi indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz para a britânica Olivia Coleman, que vive a rainha Anne. A atriz já foi premiada por seu papel no filme no Globo de Ouro americano no domingo passado, 6. O prêmio de Melhor Filme de Comédia ou Musical lhe escapou, ainda que tenha sido indicado em cinco categorias da cerimônia de Hollywood.

 

Vencedor no Globo de Ouro como Melhor Filme de Drama, Bohemian Rhapsody, um filme sobre a história do cantor Freddie Mercury, recebeu sete indicações ao Bafta, assim como Nasce uma Estrela, sobre a ascensão de uma jovem cantora interpretada por Lady Gaga, o mexicano Roma e o filme  biográfico sobre o astronauta Neil Armstrong, O Primeiro Homem.

 

Entre os favoritos, apenas Nasce uma Estrela e Roma estão disputando o prêmio de Melhor Filme contra A favorita, bem como dois filmes sobre tensões raciais nos Estados Unidos: Infiltrado na Klan e Green Book: O Guia. 

 

Bohemian Rhapsody aparece na categoria de Melhor Filme Britânico, ao lado de A favorita em particular. O filme biográfico sobre o político americano Dick Cheney, Vice, também recebeu seis indicações, contra cinco para Infiltrado na Klan.

 

Sobre o desempenho de Olivia Colman tudo leva a crer que ela será indicada para o próximo Oscar. A dúvida é se a Academia vai considerar seu papel como protagonista ou como melhor coadjuvante. Mas Colman é tão poderosa no papel da rainha Anne que parece difícil imaginar que venha a surgir concorrente mais forte que ela.

 

Esta não é a primeira vez que Oliva Colman trabalha com Lanthimos. Sua participação em O Lagosta (2015) lhe rendeu o Bafta de melhor atriz coadjuvante.

 

Em A Favorita, como a rainha da Inglaterra, seu corpo vira território pelo qual se digladiam as personagens de Rachel Weisz e Emma Stone.

 

Quando o filme começa, Rachel é a favorita da rainha, um favoritismo conquistado na cama, como amante. Como a favorita, Rachel governa de fato, induzindo Anne a uma política impopular de impostos e guerras. Emma é uma parente distante, cujo pai empobreceu e vendeu a própria filha no jogo. Sem ter o que perder, Emma vai tentar a sorte na corte.

 

Mas Emma possui habilidades - conhece ervas medicinais, e elas são um alívio para a rainha, que sofre de crises terríveis de gota. Emma começa, dessa forma, sua ascensão.

 

O tema de A Favorita é o poder - seu cerimonial. As duas amantes querem exercer seu poder sobre a rainha, e que a corte saiba disso. Quem está mandando? Quem está no poder? Mas se engana quem pensa que a rainha é a vítima perfeita dessas artimanhas. Ela também faz seu jogo, e sabe ser cruel.

 

O diretor grego filma a instabilidade do mundo, e do poder. Quem pode manda, quem depende obedece. Emma conquista a rainha colocando sua língua em lugares que Rachel não atingiu, mas até isso pode lhe ser cobrado, e com juro. É um filme forte, suntuoso - figurinos de Sandy Powell -, mas cujo objetivo não é encher os olhos. Lanthimos não tem ilusões. O mundo suntuoso é sórdido. Num certo sentido - anti-hollywoodiano. (Com Agência Estado)

 

[série ]

A atriz Natasha Lyonne, uma das estrelas de Orange is the New Black, é a protagonista da nova série da Netflix, Boneca Russa, criada por ela própria, em parceria com a comediante Amy Poehler e com Leslye Headland. Na trama, sua personagem, Nadia, morre e se vê de volta à vida, num ciclo sem fim. Além de ter sido criada apenas por mulheres, Boneca Russa teve um time de roteiristas e diretoras completamente feminino. A estreia da primeira temporada está marcada para 1º de fevereiro.