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Jornal

Do que (ainda) iremos contar

24/01/2019 01:30:00

O fito sempre foi o de contar histórias. Nestas três décadas, o Vida&Arte narrou muitas delas. Recontou tantas outras. E, neste intuito de construir ou resgatar narrativas, passa a fazer este papel através de múltiplos suportes, com a potencialidade de novas mídias. Construindo assim relações singulares com a audiência.

 

Ao arquitetar um novo olhar sobre o romance de José de Alencar, o especial Iracema 150 anos fez investimentos na convergência de diversas plataformas e formatos que permitiram a aproximação com o leitor, transbordando o impresso.

 

A interpretação do dramaturgo Ricardo Guilherme e leitores anônimos narrando trechos do livro, em cenários que faziam referências à obra de Alencar, convidavam a audiência a percorrer os caminhos da personagem do romance através de cenas de um webdoc. Caminhos estes que também poderiam ser seguidos em um mapa interativo no especial digital, onde uma Iracema se metamorfoseava a cada capítulo através de animações.

 

A narrativa transmídia finalizava com a cantora Mona Gadelha e as professoras Angela Gutiérrez e Cícera Holanda invitando os leitores a experienciar a obra do romancista por outros olhares e falas em um debate. Como em uma conversa íntima.

 

E assim o V&A seguiu a contar outras histórias. Belchior, Renato Aragão, Antonio Bandeira, Sérvulo Esmeraldo estiveram nestas conversas. Em "encontros" onde uma mídia completa a outra, ampliando o alcance em mensagens múltiplas. Até chegar na proximidade máxima entre quem narra e quem recebe a história. Como em uma intérmina possibilidade do contar.

 

Ana Naddaf

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