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Jornal

A cidade como pauta

24/01/2019 01:30:00

Oficialmente, minha história com o Vida&Arte começa dia 1º de junho de 2009 e termina em 31 de dezembro de 2012. Digo, oficialmente, porque, na verdade, começa bem antes e, na prática, nunca terminou. Eu me formei jornalista tendo o caderno como referência. Minha meta era ser um Luciano Almeida Filho, uma Eleuda de Carvalho, uma Ethel de Paula. Com o Vida&Arte, aprendi um jornalismo cultural possível e potente bem perto de casa e aprendi também a reconhecer a cultura cotidiana para além das artes.

 

Sem prejuízo nenhum aos artistas e seus públicos cativos, o Vida&Arte sempre se pautou pela dinâmica da Cidade. Nesse sentido, espraiou seu raio de interesses, consolidando uma vasta gama de interlocutores e também de preocupações. Tratou de arquitetura, tratou de economia, tratou de política. Ao se dedicar a esses temas, muitas vezes tidos como exclusividades do chamado hard news, o jornalismo cultural se reinventa e põe suas audiências em contato com leituras tão sensíveis quanto profundas.

 

Livre da agenda das artes, o Vida&Arte pode enfrentar a vida como ela é. Ao fazer essa opção, precisou não só de um repertório outro e todo um conjunto de novas fontes, como também redefiniu seu lugar na redação do O POVO. Ao abraçar a Cidade e seus personagens tão diversos, o jornalismo de declaração e denúncia se revelou insuficiente. O diálogo com a Cidade e as pessoas da Cidade, dos anônimos às figuras públicas, exige respeito e confiança. Se o Vida&Arte viu o tempo correr, é porque, em parte, soube fazer Fortaleza se ver e se reconhecer em suas páginas.

 

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