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Independente e em crise

| 2018 | Do drama das grandes livrarias até cearense vencendo o Prêmio Jabuti, o ano para a literatura foi de lances marcantes. O V&A relembra alguns deles

01:30 | 29/12/2018
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Linguagem artística que nem sempre tem espaço nos editais públicos, nos centros culturais e nos circuitos midiáticos - a literatura ganhou muitos holofotes ao longo de 2018. Os motivos, claro, nem sempre foram positivos. A Livraria Cultura e a Livraria Saraiva - redes de abrangência nacional - entraram com pedidos de recuperação judicial. Devendo milhões para editoras e autores, as duas empresas dizem que será necessário esforço coletivo para não fechar as portas. A Saraiva, inclusive, encerrou atividades em 20 lojas localizadas em diversos estados. Foi o suficiente para mover as atenções para o setor.

 

A polêmica alcançou clubes de leitura, lançamentos de livros, fóruns virtuais e presenciais de leitores e outros espaços. E foi através da "crise" que o mercado editorial ganhou mais atenção ao longo de 2018. As variantes desse cálculo não se encontram: queda no faturamento das grandes redes; sucesso das pequenas livrarias; mudança dos hábitos do consumidor, facilidade de compras através da internet, presença massiva da americana Amazon, editoras buscando financiamentos coletivos e venda direta e, esquecidos por boa parte desse mercado, os leitores que têm novos hábitos, novas vontades e novas formas de ler o mundo.

 

Mas o ano também foi de comemorações. Cearense morador de Varjota, Mailson Furtado Viana ganhou a maior categoria do Prêmio Jabuti, principal reconhecimento para escritores brasileiros. à cidade, o livro vencedor, levou as categorias poesia e livro do ano - um feito sem precedentes para um escritor cearense. Publicada em 2017, a obra foi escrita à mão e teve a capa e a diagramação feitas pelo próprio Mailson.

 

A conquista do escritor cearense ganhou ecos em diversos espaços: ele foi homenageado, festejado, virou notícia em rede nacional. E suas palavras ganharam eco: "Essa indicação e esse prêmio abrem essa janela para que todo o nosso mercado, todos os nossos leitores, enfim, toda a nossa grande massa literata, intelectual, abra os olhos para essa grande parte de autores que escrevem em grande qualidade e não publicam mais porque não têm espaço, porque têm que se bancar. É nosso. Não é meu, é nosso", celebrou.

 

Na contramão da tal crise, Mailson provou que a literatura feita fora dos grandes circuitos é possível, palpável, tem qualidade e é muito real. As editoras independentes, aliás, foram outro destaque ao longo do ano. Mostrando trabalhos sérios, comprometidos e inovadores - elas provaram que é viável trilhar um novo caminho no segmento editorial. E, diferente das grandes redes - que ostentam e reclamam da redução dos lucros e das vendas -, as pequenas livrarias têm conseguido aumentar seus faturamentos e números de clientes. A Livraria da Travessa, que tem unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo - prevê encerrar o ano com aumento de 15% no faturamento bruto em comparação com 2017. E já anuncia novas lojas.

 

O "pequeno" se tornou "grande" na literatura de 2018. Além das pequenas editoras e pequenas livrarias estarem reinventando os modelos de negócio, os autores independentes - tal e qual Mailson Furtado Viana - mostraram como chegar ao leitor sem grandes intermediários. O maior exemplo, talvez, seja Aline Bei, autora de O Peso do Pássaro Morto e vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura. O livro foi publicado pela Editora Nós e, tão logo chegou ao mercado, Aline começou a comercializar exemplares. A editora da obra, Simone Paulino, já declarou que 70% do volume vendido foi intermediado pela própria escritora.

 

O mercado editorial pode até estar em crise, mas os eventos literários foram disputados neste ano. Mobilizações como a Festa Literária Internacional de Paraty e a Bienal do Livro de São Paulo atraíram multidões para seus espaços. Além disso, eventos de pequeno porte como clubes de leitura e lançamentos de livros somaram alto número de participantes ao longo do 2018. Em Fortaleza e no Interior, a cena literária também foi agitada e, para o ano que vem, já é grande a expectativa pela Bienal Internacional do Livro, programada para abril, dando a 2019 um gostinho já especial para os leitores cearenses.

 

Campanha

Por conta da crise no segmento, editoras, livrarias e leitores de todo o País fizeram campanhas nas redes sociais para que as pessoas comprassem livros para presentear no Natal

 

Melhores livros de 2018

 

Náutico, Vitória Régia Obra que quase passou despercebida pelo público e pela crítica, mas tem um substrato poético incrível. Publicação da Editora Patuá com a cearense Vitória Régia.

 

Exercícios de Fixação, Antonio Lacarne

Outra obra que, por pouco, não passou apagada pelos circuitos literários. Lacarne mostra, mais uma vez, o quanto seu texto é potente e intenso.

 

A Revolução dos Bichos,  George Orwell e Odyr
A adaptação da clássica história ambientada em uma fazenda é um dos quadrinhos mais relevantes de 2018. Ponto para a Cia dos Quadrinhos. 

 

A Origem do Mundo, Liv Strömquist
Aborda a história cultural da vagina de forma intrigante, ácida e divertida. A HQ mostra a pesquisa detalhada feita pela comediante sueca Liv.

 

Juarez Barroso: o poeta da crônica-canção, Natércia Rocha
Nem sempre lembrado, mas dono de uma obra incrível, Juarez Barroso é revisitado em coletânea que tem samba e choro.

 

Danza, Raisa Cristina e Nahuel Souto
Um novo livro da artista visual cearense era esperado havia tempos. Ela reuniu correspondências trocadas com o argentino Nahuel e nasceu a obra plural.

 

Maria Bonita - Sexo, violência e mulheres no cangaço, Adriana Negreiros
O livro de estreia da jornalista elucida uma nova perspectiva para o cangaço através da ótica feminina.

 

Um Jogo Bastante Perigoso, Adília Lopes Poucas publicações da escritora portuguesa chegam ao Brasil, mas, em 2018, um de seus livros mais festejados ganhou edição da Moinhos.

 

O Peso do Pássaro Morto, Aline Bei
Um dos livros mais falados do ano, foi vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura. A escritora paulista encantou leitores com sua prosa poética.

 

As filhas do capitão, María Dueñas
Famosa por O Tempo Entre Costuras, a espanhola apresenta mais uma obra repleta de intrigas de família, imigração e uma Nova York do século passado.

 

 

ISABEL COSTA

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