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Nova visita à Suécia

| Suspense | Quinta adaptação da série de livros, A Garota na Teia de Aranha é obra acessível centrada na sempre fascinante Lisbeth

01:30 | 08/11/2018
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Na literatura e no cinema, a série Millennium, criada pelo escritor sueco Stieg Larsson (1954-2004), é conhecida pela complexidade. O obstinado jornalista investigativo Mikael Blomkvist e a hacker feminista Lisbeth Salander provaram sua afiada (e por vezes incerta) dinâmica na trilogia de livros publicada postumamente. Em 2015, o também sueco David Lagercrantz foi contratado para continuar o plano de Larsson, que visava escrever dez romances protagonizados pela dupla. Eis que surge Millennium: A Garota na Teia de Aranha, que ganha versão cinematográfica sob a batuta de Fede Alvarez.

 

Essa é a quinta adaptação de livros da série Millennium nos cinemas, e a segunda versão norte-americana. A trilogia original, escrita por Larsson, foi adaptada em três filmes suecos. Os Homens que Não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar, todos de 2009. No ano seguinte, as obras foram transformadas numa série de seis episódios. Todos esses produtos trazem Michael Nyqvist como o jornalista Blomkvist e Noomi Rapace como a hacker Lisbeth. 

 [SAIBAMAIS]

A melhor adaptação entre as cinco, no entanto, segue sendo a de David Fincher, Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011), com Daniel Craig e Rooney Mara. Um dos mestres atuais do suspense, o diretor norte-americano dá toda a densidade da trama, com as nuances de complexidade e sem se entregar ao didatismo. É uma obra que consegue surpreender mesmo aos fãs da trilogia sueca. Mas tanto nas obras escandinavas, quanto no remake norte-americano, Millennium tem no centro uma garota das mais originais do cinema recente.

 

Depois de Noomi Rapace e Rooney Mara impactarem como Lisbeth, é a vez da talentosíssima Claire Foy ter sua grande chance. A atriz, destaque absoluto na série The Crown e o diamante do longa O Primeiro Homem, é a inegável protagonista de A Garota na Teia da Aranha. O Blomqvyst de Sverrir Gudnason é mais um apêndice. 

 

Nas quatro obras anteriores, Lisbeth mostrou ser uma amálgama de força e fragilidade. Traumatizada, agressiva, bonita, feminista, genial. Ela é mais do que a soma dos fatores. É uma personagem literalmente incrível. Ela é tão tridimensional que fica difícil crer na existência dela. Se antes Rapace e Mara chamavam a atenção por terem supostamente "se enfeiado" para o longa, Claire Foy trabalha as nuances mais na atuação. Como é um filme sobre Lisbeth, ela é mais que uma composição física. É uma construção minuciosa de alguém que vive uma vida autodestrutiva. A Garota na Teia da Aranha é sobre os porquês dessa trajetória.

 

O filme abre num flashback. Lisbeth foge do abusivo pai, um chefão da máfia russa, deixando a irmã Camila para trás. Ao lado dessa cena, a hacker faz uma de suas famosas cenas de vingança feminista, salvando uma mulher do seu violento e milionário marido. Assim, de forma mastigadíssima, Fede Alvarez mostra as motivações da "garota com tatuagem de dragão". A partir daí, o diretor até consegue imprimir alguma identidade à obra - meio chupada da usada por Fincher, com estética de clipes musicais. No final das contas, Lisbeth parece mais uma desconstruída de James Bond do que uma hacker gótica e antissocial. O que não é lá das piores conclusões da vida.

 

No universo construído por Larsson, povoado de grandes conspirações e homens horríveis, A Garota na Teia de Aranha é tanto quanto mundano. É uma trama de ameaça nuclear genérica como desculpa para chafurdar o passado de uma personagem fascinante. É muito pouco mistério para um suspense e muito pouca cena de ação para um filme do gênero. Só que há Lisbeth, uma das raras personagens que justificam quase qualquer visita ao cinema. 

 

Versões

Abaixo, três encarnações da personagem Lisbeth: com Claire Fox, em 2018 (1); com Noomi Rapace, em 2009 (2); e com Rooney Mara, 2011 (3)

 

 

ANDRE BLOC

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