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Na corda bamba

| Novo governo | Ainda sem definição sobre o futuro do Ministério da Cultura, gestores e agentes culturais analisam prováveis cenários

01:30 | 02/11/2018

 

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) nunca escondeu o desejo de extinguir o Ministério da Cultura (MinC). Desde a campanha, o então candidato já anunciava os planos de fundir a pasta com o Esporte e a Educação. A junção dos três órgãos segue a estratégia do militar reformado que prevê a redução dos atuais 29 ministérios para 15. Desde o início da semana, Bolsonaro tem se reunido com assessores e lideranças para definir quais serão os desenhos das novas formações. As reações à ideia de fusão, obviamente, foram imediatas.

 

O produtor cultural Paulo Victor Feitosa, diretor da Quitanda das Artes, acredita que a junção dos ministérios coroa um movimento que "estamos vivendo desde 2013 de um grande retrocesso no que diz respeito ao orçamento público federal destinados ao MinC, seja ele de investimento direto ou via lei de incentivo". O fim da autonomia da pasta, na opinião de Paulo, vai além das questões de distribuição orçamentária e é uma grande perda no capital social e simbólico - "que, a duras penas, conquistamos ao longo do tempo".
[SAIBAMAIS]

Magela Lima, ex-secretário da Cultura de Fortaleza e professor universitário, lembra que a opção por um órgão específico para a Cultura, com status de ministério, não necessariamente significa prioridade à área. "Recentemente, aprendemos isso com o #ficaminc. A garantia da estrutura de ministério, nesse caso, deixa clara a necessidade de pensar não somente num organograma de governo, mas, sim, na dinâmica de como esse governo vai funcionar, quais diretrizes vai adotar, quem vai escolher para administrar o setor. Enfim, se tem, efetivamente, algum interesse na política de Cultura", pontua. Sobre a fusão com Esportes e Educação, Magela aponta que sua preocupação é o nível de autonomia "que cada área vai receber nesse novo ministério". "Como não se debateu quase nada nessa última eleição presidencial, o risco de mais uma vez perdermos o MinC é que não se sabe que projeto de Cultura tem o presidente eleito Jair Bolsonaro. Aliás, infelizmente, não se sabe que projeto ele tem de Brasil", elucida.

 

Rachel Gadelha, criadora do Festival Jazz&Blues de Guaramiranga e atual diretora do Cineteatro São Luiz, acredita que o MinC deveria ocupar um "lugar estratégico e transversal" em todo o governo. A realidade, ela acredita, entretanto, é que nós estamos muito distantes disso. "Não só por parte do governo, das pessoas que ocupam os locais de governo, como também pela sociedade em si", pontua. "Do ponto de vista institucional, é uma perda simbólica muito grande a gente deixar de ter um Ministério da Cultura, e é uma perda política também porque nos governos recentes, desde a época do Fernando Henrique Cardoso, da gestão do Lula e tudo, as políticas culturais foram gradativamente ocupando um lugar interessante, um lugar importante", reflete.

 

Sobre a fusão com as pastas da Educação e dos Esportes, Rachel acredita que há um "paradoxo muito grande". "Unir Educação e Cultura eu considero que seja uma das grandes pautas do futuro. É um projeto super estratégico no sentido da Cultura assumir seu papel essencial. Só com educação é que a gente vai formar uma nova geração de pessoas e políticos, e tocar nesse ponto do valor que eu falei. Mas eu tenho certeza de que a forma como que está sendo feita não vai nesse sentido porque as demandas de Educação são tão grandes, tão complexas, que muito provavelmente a pauta da Educação assuma toda a relevância e a Cultura e o Esporte assumam um papel acessório", avalia a gestora.

 

"Antes de pensar a respeito do anúncio referente à possível fusão dos ministérios, a questão que ronda nesse momento que antecede ao início da atuação do futuro representante do País e sua equipe é: qual é o projeto de Cultura e Educação que norteia essa futura administração?", indaga Ana Valeska Maia Magalhães, professora de História da Arte. Falar em cultura no Brasil, na opinião de Ana, é considerar que a diversidade é a marca do País e a riqueza maior. "A diversidade, na fala do futuro presidente, foi massacrada por uma retórica violenta e virulenta, uma retórica marcada pela pobreza cultural e pelo menosprezo e distorção da nossa história. Portanto, levando em consideração a visão de mundo do futuro presidente, o prognóstico é péssimo para as artes, a cultura, a educação. Obviamente que esse prognóstico se agravará se os ministérios sofrerem uma fusão. A atrofia será inevitável", analisa Ana.

João Gabriel Tréz, Teresa Monteiro e Isabel Costa

 

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