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Cinema & Séries

| A freira| Com bilheteria de estreia superior a toda a franquia Invocação do mal, filme divide opiniões. V&A; traz a análise de dois críticos sobre o terror mais comentado do momento

01:30 | 12/09/2018

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Entre o paraíso

Embora o vínculo só fique claro no fim, A Freira integra-se à série de thrillers sobrenaturais Invocação do Mal, com Vera Farmiga e Patrick Wilson como o casal de investigadores que vive de confrontar forças sinistras. Nos EUA, as pré-vendas de A Freira superaram os quatro filmes da franquia juntos.

 

A história, supostamente real, passa-se na Romênia após a 2ª Grande Guerra, nos anos 1950. Uma espécie de prólogo coloca o público dentro de um convento habitado por... Quem, o quê? Seja o que for, é poderoso. Uma freira mata-se e o Vaticano envia um eminente pesquisador para o local, acompanhado por uma noviça. Eles descobrem a sinistra presença da "freira", que surgiu de uma fenda do mundo inferior e agora assombra o castelo erigido em convento. À dupla une-se um local, o galante Frenchie (Jonas Bloquet), que vive o conflito entre o desejo que lhe inspira a noviça, irmã Irene (Taissa Farmiga). O experiente padre (bispo?) Burke vive o drama de uma falha em seu currículo - o caso de exorcismo, que não deu certo, num garoto.

 

Como outros filmes de terror, A Freira parte de uma premissa até certo ponto simples. No passado, o castelo era habitado por um aristocrata perverso que conseguiu abrir o portal do inferno, pelo qual veio essa figura monstruosa. O local foi lacrado e purificado, e transformado em convento, no qual religiosas rezam dia e noite para manter o mal afastado. A guerra, o nazismo, fragiliza o espaço sagrado com suas bombas e reabre o portal. A partir daí, nada nem ninguém está a salvo. James Wan, o Midas do terror, atua somente como produtor. Vera Farmiga e Patrick Wilson têm participações brevíssimas no epílogo - 20 anos depois.

 

Vale advertir para o risco de spoiler no texto que prossegue agora. O diretor inglês Corin Hardy, de 43 anos, deve sua fama a um terror de 2015, A Maldição da Floresta. Hardy é atraído por mitologias - no plural. Os seres da floresta, o mal aprisionado no convento. E Hardy é cinéfilo. Com toda certeza assistiu a Madre Joana dos Anjos, do polonês Jerzy Kawalerowicz, de 1961, e também a Os Demônios, de Ken Russell, de 1972, que revisita o mesmo episódio - as freiras com possessão do convento de Loudun.

 

Com seu colorido monocromático, que parece preto e branco, A Freira reproduz planos célebres de Kawalerowicz - as freiras, vistas numa tomada de cima (plongê), prostradas em adoração no interior da igreja. O padre Burke tem cara de invocado, e não por acaso o ator mexicano Demián Bichir, é conhecido por suas participações em filmes violentos como Selvagens, de Oliver Stone, Alien Covenant, de Ridley Scott, e Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino.

 

Corin Hardy tem ideias visuais interessantes - o Cristo na cruz, com a cabeça decepada, na igreja profanada. A cruz invertida, que todo cinéfilo associa à igreja em ruínas de Cinzas e Diamantes, de Andrzej Wajda, de 1958. Sua visão é trágica e pessimista. A Freira marca o começo de tudo. Como filme, entrega o que promete. É terror dos bons.

 

Luiz Carlos Merten,
da Agência Estado

 

 

E o inferno

A Freira (2018) é o ápice de como uma imagem perturbadora pode virar tema de um filme costurado pelo que os americanos chamam de "scary bumps", ou aqueles sustos que fazem o espectador pular da cadeira, mas que imediatamente esquecem a razão. Mas isso seria suficiente para segurar um filme inteiro? Vamos voltar um pouco no tempo.

Invocação do Mal (2013) apresenta uma história assustadora do casal Warren - Lorraine, médium clarividente, e Ed, demonologista - que vão enfrentar um fenômeno paranormal na casa da família Perron.

Palmas para o cineasta James Wan, que, ao investir toda sua técnica e sacadas por bons sustos a favor da história, que se apropriou das muitas histórias do casal Warren e criou um universo próprio do horror. No filme, a boneca Annabelle faz uma ponta, e é citada como a síntese do mal.

Diante do burburinho, em 2014 a tal boneca maligna, Annabelle, ganha um filme só seu. Novamente seu público é monstruoso para um filme especialmente fraco, barato, mas cheio de sustos do nada.

Com o público aceso, era hora de voltar para "casa" e fazer a continuação de Invocação do Mal (2016). Roteiro nos conformes, história forte e sustos a valer. Bilheteria segue no fluxo, e é aqui que entra A Freira. A figura apareceu como uma arte perturbadora em um quadro, e depois como uma visão de Lorraine Warren (Vera Farmiga) na continuação. A imagem causou comentários muito empolgados sobre a possibilidade de voltar à franquia.

Seguindo a programação, teve a prequel de Annabelle (2017), para se descobrir a "origem do mal". De novo uma pura tentativa de sustos pelos sustos, com um pouco mais de sucesso que seu antecessor.

Cá estamos com A Freira (2018). E mesmo com um resultado nem tão assustador, temos que reconhecer Wan. A partir da figura de uma freira demoníaca, criou-se uma história com muitas possibilidades. O clima é sombrio, e há um mistério a ser desvendado. Mas a grande questão é que sua história não se sustenta.

Diante do suicídio de uma freira nos confins da Romênia, o Vaticano convoca um padre veterano em exorcismos e uma noviça para investigar o ocorrido. Nem o tal padre acredita que há sentido nisso. Nem a noviça. Há ainda a justificativa de que tudo tem uma razão, sem sucesso.

Os ditos sustos não provocam o medo alarmado. Pontualmente só me surpreendi em duas sequências, e que realmente fazem algum sentido para o fiapo de história. O resto - padre no caixão, os corredores escuros, o menino que pede ajuda sem ser atendido - tudo não passa de tentativas visuais criativas, porém vazias.

 

Daniel Herculano, do O POVO

 

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