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Pioneirismos de intelectuais brasileiros

01:30 | 05/06/2018


O pensamento sobre a moda no Brasil tem dois importantes (de)marcadores históricos. O primeiro deles é considerado com a defesa da tese de doutorado em sociologia “A Moda no Século XIX”, de autoria da filósofa paulista Gilda de Mello e Souza, que foi apresentada na então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), no ano de 1950, sob a orientação do antropólogo francês Roger Bastide, e é considerada a primeira produção intelectual exclusivamente sobre moda no País. Quando o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, que já observara aspectos dos estilos e das indumentárias de homens e mulheres do Brasil nos seus cotidianos na sua trilogia Casa Grande & Senzala, Ordem e Progresso e Sobrados e Mucambos, direcionou sua reflexão à moda na sociedade brasileira e publicou, em 1987, uma série de artigos na imprensa, que foi compilada no livro Modos de Homens & Modas de Mulheres, constitui-se, portanto, a segunda grande contribuição produzida por um intelectual de projeções nacional e internacional.

 

E no contexto histórico da já existência do prêt-à-porter, Freyre organizou o pioneiro movimento que objetivou reunir pensadores para refletir sobre a questão do vestuário da/para a sociedade brasileira. Temos, dessa maneira, o registro histórico de realização do “I Seminário de Tropicologia”, que ocorreu na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sob a coordenação de Freyre. Apesar de não ter sido um evento científico exclusivamente direcionado ao métier da moda, mas se constitui como primeiro evento acadêmico a destinar uma sessão para debater questões do vestuário do/para o povo brasileiro.

Tarcísio D’Almeida

 

 

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GABRIELLE ZARANZA

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