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Turismo - Tailândia para surpreender

| TAILÂNDIA | Continuando o percurso pela região norte do país asiático, a repórter Isabel Figueiras apresenta três lugares que surpreendem os visitantes pelo belo e também pelo inusitado

01:30 | 24/05/2018
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O norte da Tailândia tem clima e vegetação singular. Cercado de montanhas, faz fronteira com Laos e Myanmar, formando o chamado Triângulo Dourado. Além dos mais de 300 templos e a cidade murada de Chiang Mai, as delícias da culinária local também são um encanto, como mostrado na última edição de Viagem do O POVO. Na Tailândia, existem massagistas em toda esquina, com preços de US$ 6 a hora. Na principal rua de Chiang Mai, o sol se põe ao passo em que comerciantes montam suas tendas. O mercado noturno tem todo tipo de peças. Na província de Chiang Rai, encontramos peculiaridades como templos budistas exóticos e tribos. Uma viagem de encher os olhos e os sentidos.

 

TEMPLO BRANCO COM PAREDES DE CULTURA POP

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A pouco mais de três horas de Chiang Mai, situa-se um dos templos mais famosos da Tailândia, o Wat Rong Khun, também chamado de Templo Branco. Localizada na província de Chiang Rai, a construção foi feita muito mais para atrair turistas que pela fé propriamente dita. A parte de fora é suntuosa e conta com lagoa e projeto arquitetônico detalhado, com pedaços de espelho para refletir a luz do sol. Por dentro, onde não se pode tirar foto, as paredes são decoradas com ícones da cultura pop ocidental. Há desenhos do Homem-Aranha, cantores de Rock, Os Vingadores da Marvel e o até o Dart Vader, da saga Star Wars. No dia de minha única visita, havia ainda um monge a dormir com respirador e tanque de oxigênio em um dos bancos do templo, tão quieto que deixava dúvidas se ainda estava mesmo vivo. Os viajantes mais vanguardistas criticam o local por ter perdido o sentido original e só servir para atrair visitantes. Mas a parada é, sem dúvidas, uma experiência incomum.



TÚNEL DO TEMPO NO MERCADO NOTURNO

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Em Chiang Mai, há um mercado de rua que funciona à noite na Phae Road. O modo que funciona lembra nossa feirinha da Beira-Mar. Nas barracas, artigos que costumávamos ver com muito mais frequência no Brasil décadas atrás. Brincos feitos à mão, de botões de pano com pequenos desenhos delicados, doces artesanais em forma de frutinhas e pimentas e artigos em couro vendido pelos próprios fabricantes - alguns confeccionados na hora. Tailandeses da região acampam no centro para vender de peças artesanais a produtos falsificados. A maioria não aceita cartão. Tudo no dinheiro e com muita barganha. A diferença do preço inicial para o preço final é enorme. Uma bolsa pela qual pedem US$ 10, acaba por US$ 2 no final da negociação. A pechincha é uma velha conhecida dos latino americanos, mas gente de outras partes do mundo costuma pagar o valor pedido sem questionar.


TRIBO DAS MULHERES KAREN

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Sem direito a documentos, assistência governamental, a tribo das mulheres Karen, mais conhecidas na mídia ocidental como “mulheres-girafa”, vive de artesanato e turismo. Elas usam aneis no pescoço que podem pesar até 10 quilos. As contribuições dos visitantes podem ser dadas em forma de doação ou compra de artigos produzidos por elas. Echarpes, bonequinhas com as famosas argolas no pescoço e bijuterias estão entre os artigos exibidos em cada tenda. Sempre dispostas a tirar fotos, elas são receptivas com turistas e costumam aguardar ansiosamente pela chegada deles em tours diários do lado tailandês do Triângulo Dourado. Desde que foram expulsas do Myanmar, essas mulheres não possuem nacionalidade, portanto não têm passaporte, tampouco o direito de ir e vir.

 

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Na primeira parte desta reportagem a repórter Isabel Filgueiras apresentou paisagens e costumes do Norte da Tailândia. Leia o texto em goo.gl/2ubtS6l

 

ISABEL FILGUEIRAS

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