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23:18 | 24/05/2018


Na turnê que apresenta RSTUVXZ, Arnaldo Antunes lembra as vezes em que se apropriou do samba pra dizer suas verdades. “São sambas que reli ao longo da minha carreira, como Judiaria, que eu fiz como um rock pra confundir ainda mais”, ri o composositor. “No fim, você descobre que é a mesma coisa”, explica.

 

Além da composição de Lupicínio Rodrigues, Arnaldo já testou outros sambas ao longo dos 26 anos de carreira. Também no disco Ninguém tem uma versão de Lugar Comum, bossa nova dos seus futuros parceiros Gilberto Gil e João Donato. No disco seguinte, O Silêncio (1996), foi a vez de Nelson Cavaquinho ter seu Juízo Final anunciado pelo paulistano.

 

Em Paradeiro (2001), o rock Exagerado, de Cazuza, Leoni e Ezequiel Neves, virou um tocante bossa nova nas mãos de Arnaldo Antunes. O oposto do que aconteceria com A Razão Dá-se a Quem Tem, samba de Noel Rosa, Francisco Alves e Ismael Silva, que trasnformou-se num punk que encerra o disco Saiba (2004). Essa trilha de sambas e rocks segue com misturas onde qualquer rótulo parece insuficiente.

 

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