VERSÃO IMPRESSA

Seleção V&A

01:30 | 03/05/2018

 

JAPONÊS


AGGRETSUKO (2018)


ANIME. Um dos investimentos mais inventivos da Netflix, Aggretsuko é a história de Retsuko, uma panda vermelha que, forçosamente, trabalha no departamento de contabilidade de uma empresa japonesa. Solteira, 25 anos, ela precisa lidar com colegas irritantes e chefes exigentes. Para lidar com a pressão, ela frequenta diariamente um karaokê-bar, onde solta a voz cantando death metal. Parece normal? Não muito, né? O sucesso de Aggretsuko vem crescendo rapidamente desde o lançamento, no último dia 20. São, ao todo, apenas 10 episódios que mostram a vida de Retsuko ficando mais estranha e confusa com o passar dos tempos – ou seja, a panda vermelha é uma entre tantos millenials.


ARTE


COM AMOR, VAN GOGH (2017)


ANIMAÇÃO. Logo após sair de cartaz nos cinemas, o longa baseado no traço do pintor holandês Vincent Van Gogh (1853 – 1890) chegou à Netflix. Foram, ao todo, 65 mil frames pintados em óleo sobre tela, imitando a arte de um dos mais importantes artistas da história da humanidade. A produção polonesa dirigida por Dorota Kobiela e Hugh Welchman foi indicado ao Oscar de melhor animação este ano e é um deleite para os olhos – quase tanto quanto as obras do próprio Van Gogh. O filme se passa pouco após da morte de Vincent, quando um jovem resolve investigar o final da vida do pintor depois de entregar a derradeira carta de Van Gogh para seu irmão, Theo.


SUSPENSE

 

TWIN PEAKS


CLÁSSICO. Tem dia que tudo que a gente precisa é de uma certeza. Tem dia que tudo que se carece na vida é uma dúvida. O clássico Twin Peaks cumpre as duas metas. Se, por um lado, a série de David Lynch e Mark Frost é garantia de qualidade, por outro, a dúvida sobre quem matou Laura Palmer deve perseguir todo o público. A primeira temporada (e metade de segunda) merecem uma revisita, bem como o longa Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer (1992). Mas o verdadeiro deleite é a terceira temporada, do ano passado, que em 18 episódios se provou um marco da televisão mundial. E lembrou ao mundo que, antes de Twin Peaks, séries eram apenas séries – não motivo de culto global.


 

GABRIELLE ZARANZA

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