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O que os gestores dizem

| TEMPORADAS |

01:30 | 14/05/2018

 

Diretora do Theatro José de Alencar (TJA), Selma Santiago também reforça a importância de maior tempo de exposição das peças e reafirma estar o teatro de portas abertas aos produtores locais. “No palco principal, por ter uma plateia com mais de 700 lugares, se torna mais difícil um espetáculo conseguir manter uma longa temporada, mas nos espaços do Anexo, uma temporada de dois meses seria, com certeza, possível, mas não tem chegado muita demanda nesse sentido”, afirma. Selma evidencia as políticas voltadas aos artistas locais – que não pagam pauta de ocupação, destinando apenas 10% do ganho de bilheteria para o TJA.

 

Tiago Rezende, gerente da Caixa Cultural, aponta que, como a ocupação do equipamento se dá por seleção nacional, a programação tem especificidades. “Como são muitos grupos de fora, temos custos como hospedagem, diárias, deslocamentos, equipe técnica”, pondera, destacando fatores que inviabilizam financeiramente uma temporada longa. O gestor sublinha, porém, que no caso de peças locais e regionais, há a busca de garantir mais de uma semana em cartaz. “O boca a boca é o sonho de toda estratégia de comunicação”, solidifica.

 

Chagas Sales, gerente de cultura do Sesc Ceará, defende maior interação entre centros culturais para suprir essa demanda de um tempo maior em cartaz. “Dentro dos nossos equipamentos, temos trabalhado numa perspectiva de programação mais ampla. Uma alternativa seria trabalhar com espécie de curadoria colaborativa entre equipamentos – não só os do Sesc – para que as temporadas possam permear esses espaços formando uma conexão”, aponta. Segundo Chagas, o Sesc enfrenta o desafio da “imensa demanda local” de propostas. “Mas estamos sempre abertos ao diálogo, recebendo grupos, festivais e parcerias”, convida.

 

GABRIELLE ZARANZA

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