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Nova temporada de Sob Pressão terá Fernanda Torres no elenco

| SÉRIE | Prevista para estrear no segundo semestre, segunda temporada de Sob Pressão, da TV Globo, terá Fernanda Torres no elenco

01:30 | 23/05/2018
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Uma das melhores séries da TV brasileira no ano passado, Sob Pressão ganha 2ª temporada com novos personagens. Entre eles, a ambiciosa Renata, vivida por Fernanda Torres, que assume a direção do hospital na periferia do Rio, onde trabalha, em esquema de guerrilha, a equipe médica liderada pelo dr. Evandro (Júlio Andrade) - cujo lema é não deixar ninguém morrer no seu plantão. Assim como ele, a dra. Carolina (Marjorie Estiano) é uma médica talentosa e idealista.


Diferente do filme de 2016, que deu origem à série, Sob Pressão na TV não só revela o drama vivido pelos médicos na rotina de quem trabalha na saúde pública, como se aprofunda na vida pessoal deles - e de seus pacientes também. A competente Renata chega para assumir a direção, até então ocupada por Samuel (Stepan Nercessian), cheia de boas intenções, mas entra em esquemas de corrupção com a justificativa de fazer o hospital funcionar melhor.


A série, que tem direção artística de seu marido, Andrucha Waddington, marca a volta de Fernanda Torres ao drama. “Estou tendo um prazer enorme de trabalhar numa chave de interpretação com que há muito tempo eu não trabalhava em TV”, diz a atriz. Com supervisão de texto de Jorge Furtado e redação final de Lucas Paraízo, a nova temporada tem estreia prevista para o segundo semestre.

Ag. Estado

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Sob Pressão começou como filme e virou série, que este ano chega à 2ª temporada. Como é entrar na rotina de uma produção assim, já iniciada?

Fernanda Torres - Desde o ano passado, o Andrucha, o Jorge e o Lucas estavam falando que teria esse personagem, tinham pensado para mim e que queriam tratar da questão da corrupção na saúde pública. A gente começou a tentar tornar ela crível. Fomos chegando a algo interessante, que é uma pessoa que é muito comum, que é o seguinte: para as coisas andarem, existem esquemas de corrupção que melhoram o sistema; só que, por trás disso, existe uma coisa terrível, que é uma saúde pública que se move não graças a salários decentes, a um real desejo de equipar um lugar, mas, sim, a comissões que vão comendo o dinheiro público. Ela vem do setor privado e o Estado não teria como pagá-la. E ela é uma pessoa extremamente capaz, então aceita primeiro um pequeno esquema que chegue ao salário que ganhava, só que depois isso vai crescendo. Achei interessante, porque é uma pessoa que entra achando que essa é a ética do mercado, que você não tem como resolver o Brasil, mas que tem como fazer andar. É a curva de alguém que começa bem-intencionada e acaba uma criminosa.

 

E ela entra no lugar do diretor Samuel?

Fernanda - Sim, ele também é um cara que, para salvar a vida de uma pessoa, paga o dobro num tomógrafo na temporada passada, porque ele diz que é assim que anda. Então, não é um hospital onde isso não acontecia de todo, só que ela entra de uma maneira mais profissional, com mais investimento e uma propina mais baixa. E o Samuel corria atrás do rabo.

 

O Evandro é a figura que faz a contraposição a tudo isso, não? Haverá embates entre os dois?

Fernanda - Claro, entre ele, a Carolina e ela.O médico resolve o problema prático, mas, uma hora, isso esbarra nele.

 

Como está o ritmo das gravações?

Fernanda - O meu personagem vai entrando aos poucos, a partir do capítulo 4, vai pelas beiradas, até que, a partir do capítulo 9, o bicho pega pro lado dela. Já gravei coisas importantes.

 

Como foi voltar ao drama?

Fernanda - Estou adorando, porque eu vinha trabalhando com comédia na televisão há muito tempo. No início, apanhei um pouco, para encontrar o tom realista, que os atores da série têm de uma maneira extraordinária, mas eu já me adaptei. Foram duas séries de muito sucesso. Uma ficou três anos (no ar), que foi Os Normais, aí levei 7 anos fazendo uma coisa aqui e outra ali, e depois veio Tapas & Beijos, que ficou 5 anos. E então fui escrever, fui fazer outras coisas, mas, desde Casa de Areia (filme de 2005) que eu não atuava (num drama). E o realismo da série impressiona. Tanto nas interpretações quanto na maneira de filmar, um realismo raro de a gente ver. É uma forma de atuar que a gente também lutou no caso da Renata, de não ser a vilã, de ser uma pessoa humana e que também tem dilemas, porque a série não é maniqueísta.

 

GABRIELLE ZARANZA

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