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Pesquisa analisa formação do povo indígena no CE

01:30 | 18/04/2018

Mostra Imagens de 17 jovens ficarão expostas no Porto Iracema até 11 de maio ISAIAS KANINDÉ/DIVULGAÇÃO
Mostra Imagens de 17 jovens ficarão expostas no Porto Iracema até 11 de maio ISAIAS KANINDÉ/DIVULGAÇÃO
O economista Roberto Smith, professor aposentado da Universidade Federal do Ceará, é autor da pesquisa Demografia histórica da capitania de Pernambuco e seus anexos: a oeste da escravidão mercantil. O estudo aponta que houve, no século XVIII, um “grande aumento” da população indígena no território que hoje compreende o Estado. Diante da “escravidão dissimulada” do povo indígena, porém, a taxa de mortalidade era “bem superior” entre homens. “O número de escravos negros não era muito grande e os índios eram praticamente objeto do trabalho compulsório”.

 

Nesse contexto, as aldeias eram formadas sobretudo por mulheres. A taxa de fecundidade nas tribos, porém, “eram sensivelmentemais elevadas que nas aldeias não-indígenas”. Os números acabam por dar brecha para uma confirmação de formação pautada pela exploração sexual dessas mulheres. Ocorreu muita violência nessas aldeias”, completa.

 

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