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Um mergulho em medos e coragens

01:30 | 01/02/2018

Para dar conta dos anseios do ator Marcos Bruno, o diretor Anselmo Vasconcelos trabalhou a metáfora da imersão no mar revolto das lembranças. “Meu trabalho com ele foi ajudá-lo a permanecer submerso no inconsciente da suas memórias”, conta o carioca. Assim surgiu a figura do mergulhador, essa persona tão presente em Saudade. “O Marcos é um ator muito disciplinado e ele consegue se manter com equipamento (de mergulho) durante a performance, o que ajuda a sustentar a a sensação de submersão o tempo inteiro”. Ator e diretor se conheceram na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena. Eles se uniram por um desejo de um teatro que se constrói como um “ritual de canto e dança”, agregando linguagens e sensibilidades. “Tenho essa tendência artística ao teatro-dança e o Marcos sempre me surpreendeu com a originalidade com que trata os assuntos”, afirma Anselmo. Adanilo, o dramaturgo, também se juntou ao grupo nos corredores da escola. “Buscamos juntos uma forma extemporânea de realizar aquilo que nós sentimentos”, completa o diretor.

Renato Abê

GABRIELLE ZARANZA

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