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Taron Lexton fala sobre Em Busca de Fellini, seu novo filme

Divulgando o filme Em Busca de Fellini, o diretor Taron Lexton conversou com o Vida&Arte sobre a sua obra e o cinema contemporâneo

01:30 | 07/12/2017
"Faço filmes para deixar todos que o assistem mais felizes", Taron Lexton que lança Em busca de Fellini DIVULGAÇÃO

Taron Lexton, 33, é um escritor e diretor sul-africano conhecido por sua estética visual e olhar emocional como roteirista e diretor de fotografia. Formado na Escola de Cinema de Los Angeles com 19 anos, estreou com United, curta-metragem sobre a defesa dos direitos humanos vencedor do New York Independent Film Festival.

Sua extensa carreira ganhou inúmeros prêmios, incluindo o prestigiado Prêmio de Excelência das Nações Unidas por suas campanhas de direitos humanos e trabalho humanitário. Em Busca de Fellini, seu novo filme, fala de uma moça que dedica a maior parte do tempo a rever clássicos do cinema. Com isso, ela tem a oportunidade de sair da realidade para viver uma viagem de autodescoberta à Itália, onde ela visita cenários de seus filmes favoritos. Taron está em Los Angeles promovendo o longa, premiado como Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz no Festival de Ferrara, na Itália. De lá, ele conversou com O POVO, por Skype, sobre a obra. O filme estreia hoje, 7, em Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Cotia, Curitiba, Florianópolis, Maceió, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. Ainda não há previsão para estreia em Fortaleza.

O POVO - Como foi o processo de criação do filme?

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Taron Lexton - Foi maravilhoso. A melhor experiência cinematográfica que eu tive até agora. Toda a equipe sentiu isso. Estavam todos muitos felizes. Não só o elenco, composto por Ksenia Solo, Maria Bello e outros. A produção estava à vontade. Todos entenderam o conceito do filme e procuraram desenvolver da melhor maneira possível. Isso fez com que cada dia fosse o último, onde todos davam o seu melhor e ficavam tristes quando acabava.

OP - Quais influências você trouxe da África do Sul, da sua faculdade norte-americana e do clima Italiano, terra de Fellini?

Taron - A África do Sul foi uma ótima inspiração, já que me garantiu essa sensação gostosa de saudade. O filme tem um aspecto de nostalgia, de memórias. Eu misturei esse sentimento com o filme, que fala de um personagem italiano. As personagens que estão procurando por Fellini, de certo modo, sentem saudades de um momento que nunca viveram. Já o curso que fiz me mostrou o que sei de movimento de câmera, de som, de montagem e direção de atores.

A faculdade me mostrou como se criar cinema. Mas foi o Fellini que me mostrou o que é cinema.

OP - Quais são as suas outras influências como cineasta?

Taron - Eu assisti muitos trabalhos do Fellini para fazer esse filme, como A Doce Vida, Oito e Meio e Cidade das Mulheres. Mas também consumi muitos filmes do Wes Anderson, o meu diretor favorito atualmente. Inclusive, Rushmore, dirigido por Anderson, é um dos meus filmes favoritos. Peguei muitas referências desse filme e coloquei no meu. Outro filme também que teve bastante influência foi O Fabuloso Destino de Amelie Poulian, do Jean-Pierre Jeunet. Já deu para notar o tipo de filme que eu gosto? Faço filmes para deixar todos que o assistem mais felizes.

OP - Crítica e o público ajudam na indicação ao Oscar. Em Busca de Fellini foi feito pensado em Oscar?

Taron - Eu sei que parece clichê falar que não criamos filmes para o Oscar, mas Em Busca de Fellini não foi feito com esse foco como base. É um filme sincero sobre o meu amor para com o cinema. Pretendi homenagear esse formato clássico de criar um cinema fantástico, com elementos lúdicos, e personagens reais. Criei uma temática na obra que me ajudou a olhar Fellini com mais paixão. Mas, obviamente, estou aberto para essa possibilidade de Oscar.

OP - Você assistiu o Bingo – O Rei das Manhãs, o filme brasileiro que está na corrida de Oscar de melhor filme estrangeiro, seu provável concorrente?

Taron - Eu não vi. Mas acredita que absolutamente todos já comentaram comigo sobre o filme? Ele está indo muito bem. Brasil sempre tem grandes chances.

 

O POVO online

Confira entrevista completa em goo.gl/GWazVx

GABRIEL AMORA