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Diversidade sexual no ambiente educacional, por Bruna Benevides

01:30 | 09/11/2017

Cada vez mais se torna difícil para a população de travestis e transexuais ser inserida nos espaços formais de ensino devido a projetos como o Escola sem Partido e a negação de discussões sobre gênero e sexualidade nas escolas. São projetos que não reconhecem a existência de nossa população, as especificidades de nossas vidas como sendo legítimas e a possibilidade de estarmos disputando em pé de igualdade os mesmos espaços que nos vêm sendo negados historicamente pelo preconceito e pela discriminação.


É importante discutir nas escolas sobre a diversidade sexual e de gênero, a fim de minimizar o bullying homotransfóbico, as violências físicas, simbólicas e psicológicas a que estamos submetidas. Não falamos apenas de incluir, mas fortalecer essas meninas e rapazes para que consigam se manter nas escolas e, caso desejem, na universidade.


Um desafio que vem sendo conquistado através de metodologias de ensino alternativas, que trabalham a auto-estima, o empoderamento e a autonomia do sujeito ao se deparar com a possibilidade, outrora perdida, de concluir o ensino superior nesses espaços que ainda hojenão estão preparados para receber nossos corpos. E é por isso mesmo que resistiremos!


Por Bruna Benevides

transativista, coordenadora do PreparaNem Niterói (projeto de cursinho gratuito para travestis e transexuais) e protagonista do curta Prepara!, de Muriel Alves

ADRIANO NOGUEIRA

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