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Audiovisual nordestino garante investimento

Banco do Nordeste (BNB) passa a gerir 30% dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, o que assegura maior verba para projetos da Região

01:30 | 14/11/2017
Débora Ivanov, diretora da Ancine, e Marcos Holanda, presidente do BNB, firmam documento que estabelece a gestão do Banco sob parte dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual CHICO GADELHA/DIVULGAÇÃO
Débora Ivanov, diretora da Ancine, e Marcos Holanda, presidente do BNB, firmam documento que estabelece a gestão do Banco sob parte dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual CHICO GADELHA/DIVULGAÇÃO

Um montante anual de cerca de R$ 200 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) será gerido agora pelo Banco do Nordeste (BNB). Na prática, a mudança no órgão operador do recurso — que até então era gerido pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) — representa um passo a mais na descentralização de verbas para o audiovisual. O anúncio foi feito ontem, na solenidade de abertura do 3º Mercado Audiovisual do Nordeste (MAN), na Capital.

“É um momento histórico, porque nosso objetivo é estar mais próximos das regiões Conne (Centro-Oeste, Norte e Nordeste) e essa parceria com o BNB vem firmar isso”, apontou Débora Ivanov, diretora da Agência Nacional do Cinema (Ancine), destacando que o foco da agência é “garantir conquistas para que não aconteça nenhum recuo”. “Para a Ancine a regionalização é uma prioridade”, garantiu.

A obrigatoriedade da verba total do FSA vir para as regiões Conne já havia sido anunciada durante a 27ª edição do Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema, em agosto último. A novidade é que um banco local será responsável por analisar projetos e gerenciar o aporte de recursos do FSA em produções audiovisuais dessas regiões.

Presidente do BNB, Marcos Holanda afirma que apesar de parecer “óbvio” que essa gestão do recurso seja feita por um banco daqui, por vezes é “difícil garantir o óbvio”. “Tem um fundo para financiar (o audiovisual) no Nordeste, mas quem opera é um banco no Rio Grande do Sul, por que não um banco do Nordeste? Foi desse questionamento que surgiu o esforço que culmina nesse momento”, afirmou o gestor. “O Banco do Nordeste entra nesse processo muito entusiasmado. Fica o desafio para o Banco e para o Região de mostrar algo que todos já percebem, que é a vantagem comparativa que o Nordeste tem na industria criativa”. A região Conne possui 1.802 produtoras de audiovisual que agora têm verba garantida pela chamada Lei da TV Paga.

“Essa conquista do audiovisual tem um percurso, não é algo que vem de dois meses ou de um ano. É uma conquista de muitos cineastas e produtores do audiovisual cearense”, celebrou Fabiano dos Santos Piúba, titular da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), destacando o protagonismo de agentes cultuais cearenses em meio ao cenário nacional. “Além da dimensão artística do cinema, tem a dimensão econômica. Em 2015, a sua movimentação financeira foi muito maior do que da indústria automobilística, por exemplo”, comparou o secretário, completando: “O FSA não é apenas um instrumento de operacionalização, mas uma política de desenvolvimento”.

 

PROGRAMAÇÃO

3º Mercado do Audiovisual do Nordeste

Hoje - BNB (avenida dr. Silas Munguba, 5700)

10 horas - Ancine - Panorama dos games e o PRODAV 14.

14 horas - Coproduções franco-brasileiras e o mercado francês.

15 horas - Oficina - Linhas de financiamento do BNDES.

16h30min - Curso e lançamento do livro Desvendando a Ancine.

 

RENATO ABê