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Jornal

Ponto de vista

11/10/2017 01:30:00

Curiosamente, Amelinha demorou a gravar Belchior em um disco seu. A primeira vez foi em 2011, no excelente álbum Janelas do Brasil. Antes, ela havia cantado - sozinha ou bem acompanhada - algumas faixas no álbum coletivo dividido com Ednardo e com o próprio Bel. Não existe explicação racional para isso. Amigos desde o início de carreira, ela foi se conectando a outros compositores e deixando o conterrâneo ao alcance da mão. O momento de se apropriar das canções de Belchior chegou num período em que ele já não estava próximo para dar opiniões. Nesse tributo, Amelinha deixa a emoção falar por si. Existe um clima roqueiro, meio indie, em arranjos modernos, mas tudo sem afetação. A proposta é mesmo homenagear e respeitar canções que, mesmo com o passar do tempo, não perderam a beleza e a atualidade. Com sobriedade, Amelinha deixa a voz privilegiada ser guiada pelos jovens músicos e todos parecem conectados a esse propósito. O resultado é emocionante e, certamente, agradou o homenageado.

Marcos Sampaio, jornalista

 

Adriano Nogueira

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