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Jornal

Lulu Santos lança tributo a Rita Lee com o disco Baby, baby

Depois de Roberto e Erasmo, Lulu Santos volta a abordar a obra de outro artista em seu novo disco. Em Baby Baby, a homenageada é Rita Lee

10/10/2017 01:30:00
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Há quase 20 anos, quando veio apresentar seu Acústico MTV no Beach Park, Lulu Santos falou ao público do sonho que tinha de gravar um disco só com canções de Rita Lee. Fã confesso da ex-Mutantes, o carioca até acrescentou no roteiro do show uma canção da cantora e compositora hoje aposentada dos palcos.

O sonho de Lulu está programado de se realizar no próximo dia 20, quando ele lança nas lojas físicas e virtuais o disco Baby Baby. O tributo à paulistana chegou a ser anunciado com o nome de Um Belo Dia Resolvi Mudar, mas foi rebatizado com um pedacinho de Ovelha Negra (que pouco ou nada remete à homenageada).

Para apresentar seu 22º disco de estúdio, Lulu Santos disponibilizou um EP com quatro faixas. Mamãe natureza, grito de liberdade de Rita lançado pela efêmera banda Cilibrinas do Éden (que Rita montou com Lúcia Turnbull após a saída dos Mutantes) é um rock clássico que ganhou acento blues nas mãos de Lulu. O encontro de gaita e violão dá um toque setentista à faixa, enquanto Lulu corre para encaixar a letra na métrica.

 

Encostando no arranjo de Como uma Onda, Desculpe o Auê virou um bolero havaiano a cara do Lulu e deve fazer sucesso nos shows que vão vir. Baila Comigo, um clássico de Rita e Roberto foi remontada com uma inspiração inusitada. “Quando comecei a construí-la em minha cabeça, estava em Montevidéu (Uruguai), e foi onde me deparei com fenômeno Despacito, porque tocava no rádio o tempo todo. De cara, logo gostei do fato de uma música hispânica dominando os espaços mundiais e Baila Comigo é uma música hispânica. Ela tem essa latinidade quase caricatural, assim do jeito que o brasileiro imagina”, comenta Lulu em material enviado à imprensa.


A última faixa do EP é Fuga Nº2, lançada em 1969 no segundo disco dos Mutantes. O clima viajante, dramático e misterioso da versão original foi substituído por uma levada radiofônica que, apesar da beleza, enfraquece as intenções da letra - uma She’s leaving home (Beatles) nacional.


Quem assina a produção de Baby Baby é o jovem músico Silva, mas é difícil acreditar um veterano como Lulu Santos se deixaria dirigir por alguém tão mais jovem - quando o capixaba nasceu, o carioca já era um hitmaker estabelecido com seis discos lançados.

Este é o segundo songbook que Lulu lança. Em 2013, ele se debruçou sobre as canções de Roberto e Erasmo Carlos e o resultado chamou menos atenção que o esperado. Assim como aquele, este parece se dividir estre a necessidade de soar referencial, de encontrar uma cara própria e de tocar em rádios, celulares e shows. O cenário não está fácil para quem lida com boa música no Brasil. No entanto, se este Baby Baby não der certo, Lulu sabe que tem uma longa e respeitosa história, com um balaio cheio de hits, pra lhe garantir um futuro digno.

 

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