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Escola Porto Iracema das Artes vive momento de expansão

Unindo diferentes linguagens em atividades formativas diversas, a Escola Porto Iracema das Artes vive momento de expansão. Gestores, artistas e alunos avaliam funcionamento do espaço

11/10/2017 01:30:00
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Um oásis. Assim a realizadora audiovisual Lis Paim interpreta a Escola Porto Iracema das Artes. “É essencial um espaço como esse no momento do País, em que determinados grupos políticos estão promovendo criminalização das práticas artísticas. No Porto, a gente tem esse oásis para produzir com liberdade, pensar livremente”, aponta a cineasta, que este ano assumiu a gestão do Laboratório de Audiovisual da instituição. Há quatro anos, o equipamento cultural situado na Praia de Iracema tem descortinado novas possibilidades no campo artístico do Estado. Braço formativo do Instituto Dragão do Mar, o Porto tem conseguido projeção nacional a partir de projetos gestados entre os muros da Escola e, no último ano, atingiu novos públicos com o aumento do leque de atividades.

[SAIBAMAIS]

A estudante paulista Juliana Maria é um exemplo dessa geração de jovens artistas impactados pela Escola. Ela, aluna do curso básico de teatro, veio a Fortaleza em busca de formação artística. “(O Porto Iracema) foi a primeira porta que me acolheu dentro do estado do Ceará. Através do Porto, eu pude conhecer uma galera do teatro e compartilhar experiências. Tem sido uma troca muito positiva”, aponta ela, que acaba de ser aprovada na Licenciatura em Teatro do Instituto Federal do Ceará (IFCE). Atualmente cursando o último módulo do curso básico, Juliana prepara um espetáculo que deve estrear em dezembro. “Não é uma instituição ditadora e trabalha muitas questões de cunho político. A gente não esquece a realidade externa e coloca em prática o teatro como uma ferramenta potente de voz”, aponta a atriz em formação, que diz ter encontrado no Estado cenário mais amplo de atuação do que em São Paulo.

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Inaugurado em 29 de agosto de 2013, o Porto se propõe um ancoradouro de vivências artísticas a partir de cinco áreas: audiovisual, teatro, música, dança e artes visuais. Essas cinco linguagens artísticas se organizam em três esferas formativas: Programa de Formação Básica, Programa de Formação Técnica e os Laboratórios de Criação. A partir dessas atividades continuadas, porém, a Escola tem conseguido articular oficinas, cursos livres e masterclasses abertas ao grande público. Só nas últimas semanas, o espaço abrigou falas de artistas de alcance internacional como o cineasta Karim Aïnouz e o escritor português Gonçalo M. Tavares.


“O Porto está vivendo um momento de amadurecimento e já tem conquistado uma visibilidade considerável. É uma escola muito nova e já temos dados objetivos que comprovam o alcance que temos conseguido”, celebra Bete Jaguaribe, diretora de criação e formação. Esses dados citados por ela dão conta de números como: 7.645 matrículas em 395 cursos básicos ofertados e o registro de mais de 30 mil pessoas que, ao longo dos últimos quatros anos, participaram das atividades ofertadas pelos Laboratórios de Criação.

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Em 2017, a Escola conta com orçamento de R$ 6 milhões e 307 mil, montante que inclui gastos com formação, programação e manutenção. O valor é mais de três vezes o que dispõe o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (R$ 2 milhões). “Mesmo diante da crise nacional, a gente não teve problemas de repasse de recursos e manteve as atividades da Escola funcionando normalmente. Há uma compreensão do Governo do Estado da importância do Porto”, avalia a diretora, detalhando que essa experiência “bem sucedida” tem atraído olhares de gestores Brasil afora.

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