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Minas Audiovisual Expo: Animação no Brasil precisa ser incentivada

26/08/2017 01:30:00
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Em 1917, os brasileiros viram surgir uma produção audiovisual simples e didática. Kaiser, de Álvaro Lins, era uma charge animada que informava sobre a entrada do País na Primeira Guerra Mundial. Foi o início da história da animação no Brasil. Uma longa jornada que completa 100 anos em 2017.

 

Muitas histórias, entretanto, ainda estão por aí esperando para serem contadas pelos animadores. Artesãos da imagem, eles utilizam diferentes técnicas, objetos e recursos para contar as histórias de personagens. O animador Marcelo Marão explica que, nas décadas de 1930 e 1940, eram os cartunistas que levantavam a bandeira da animação. De lá para cá, o mercado mudou, novas técnicas surgiram e os brasileiros ficaram cada vez mais especializados.


Hoje, no País, estimam participantes da Minas Gerais Audiovisual Expo (MAX), há mais de 20 longas em produção no Brasil e pelo menos 40 séries de animação no ar. O número é uma vitória substancial, mas ainda pequeno diante do mercado internacional e da quantidade de realizadores brasileiros que poderiam estar produzindo, mas permanecem a margem dos recursos e do mercado. “São números expressivos, mas não quer dizer que a coisa está garantida”, lembra o animador Arnaldo Galvão.


Para Cândida Liberato, presidente da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), é importante que os profissionais da área permaneçam unidos na busca de mais recursos e de mais espaço. “Todo mundo diz que a animação é o ovo de ouro, mas poucos animadores sabem como lidar com isso. Tentamos estabelecer um cenário positivo”, elucida. (Isabel Costa)

 

Adriano Nogueira

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