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Jornal

Livro O Cearense, de Parsifal Barroso, será relançado hoje

Obra escrita pelo ex-governador Parsifal Barroso, lançada em 1969, foi reeditada e será relançada hoje na Assembleia Legislativa. Prefácio da nova edição é assinado por Igor Queiroz Barroso, neto de Parsifal

08/08/2017 01:30:00
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Partindo do desejo de conhecer a “origem e a natureza da especificidade que marca a presença do cearense”, foi que o professor e político José Parsifal Barroso (1913 - 1986) se debruçou sobre a história desse povo e escreveu o livro O Cearense. Lançada originalmente em 1969, no Rio de Janeiro, a obra ganha sua segunda edição com lançamento hoje na Assembleia Legislativa.


A reedição é assinada pelo Grupo Editorial Escrituras, em parceria com o Instituto Myra Eliane. Igor Queiroz Barroso, presidente do Instituto, é neto de Parsifal e assina o prefácio da segunda edição. Roberto Barroso, filho de Parsifal, assina o pósfácio.


Igor comenta que a ideia de reeditar o livro partiu de uma conversa com o amigo Luis Sérgio Santos, jornalista e professor da UFC, que vem escrevendo uma biografia de Parsifal. “Eu estava lendo o romance O Quinze, da Rachel de Queiroz, e a história da seca me comoveu. Comentei com o Luis Sérgio e ele me disse que meu avô tinha uma obra que tratava disso”, explica.

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Em seis capítulos, Parsifal, que foi governador do Ceará e ainda ministro do Trabalho, Indústria e Comércio do governo Juscelino Kubitschek, investiga o que é a “cearensidade” e aborda as raízes étnicas do Estado, passando pela questão da seca, terminando em uma tentativa de traçar um perfil do cearense, ressaltando suas qualidades. Ele trata ainda das questões do semiárido, “que ainda não foram debeladas até hoje”, comenta Igor. “Somente considero viável o levantamento do seu perfil (cearense), através da especificidade de sua cultura, por intermédio do conjunto de modos de ser e agir [...] que as heranças étnicas e ambientais fixaram”, comenta Parsifal na obra.


O autor explica ainda que embora o cearense se pareça com o brasileiro, de um modo geral, em muitos aspectos, “sua presença sempre se assimila por uma modalidade própria de ser [...] que se não confunde com qualquer outra”. Essa singularidade foi o que mais chamou a atenção de Igor ao ler a obra do avô. “Ele tem essa tese de que na nossa formação, além de portugueses, ameríndios e negros, teriam os ciganos europeus”.


Para chegar à publicação da obra, o autor recorreu a fontes históricas e sociais. O neto de Parsifal conta que lendo o livro, pôde compreender o quanto era difícil fazer pesquisas cerca de 40 anos atrás, “por que ele relata que mandava cartas para Portugal, pedindo informações, e não recebia respostas”.


Além disso, Igor comenta que a obra ainda é bastante atual. “O meu avô fala dessa questão da migração, e o cearense, desde aquele tempo, continua migrando. Ele trata disso, do cearense ser esse povo bandeirante que não se fixa na nossa terra”. Outro fato interessante, segundo Igor, é que o avô tenta buscar também uma explicação para a “cabeça-chata” dos cearenses. “Ele, mais que isso, fala da importância de se ter orgulho de ser cearense”, conclui Igor.

 

SERVIÇO

 

Lançamento da 2ª edição de O Cearense

Quando: hoje, 8, às 19 horas

Onde: Plenário 13 da Assembleia Legislativa do Ceará (Av. Desembargador Moreira, 2807 - Dionísio Torres).

Entrada franca

Preço do livro: R$ 35

Telefone: 3277 5500

 

 


 

Larissa Pacheco

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