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Jornal

Warner resgata discos raros de Baby do Brasil, Tom Zé e Frenéticas

Nova coleção de caixas da Warner Music resgata discos raros e clássicos de Baby do Brasil, Tom Zé e As Frenéticas lançados nos anos 1970

04/07/2017 01:30:00

Há cerca de dois anos, a gravadora Warner relançou parte do acervo nacional em caixas temáticas dedicadas a alguns dos seus mais célebres artistas. Teve Elis Regina, com três dos seus últimos trabalhos, e os quatro primeiros discos de Lulu Santos. Entraram ainda raridades de Oswaldo Montenegro, os anos de ouro do Ultraje a Rigor, obras menos incensadas de Jorge Ben Jor, discos celebrados do Ira! e os anos 1970 de Raul Seixas.


A coleção está sendo retomada este mês com mais três pacotes de discos. Analisando em conjunto, a nova leva já chega despertando mais curiosidade entre os caçadores de raridades que o time de estrelas de dois anos atrás. Focando na década de 1970, a nova tiragem reúne projetos que fizeram história, venderam bem, ainda são bem escutados e hoje são disputados em sebos nas versões em vinil.


Esse é o caso de Se o Caso é Chorar, disco que abre a caixa Anos 70, com quatro álbuns de Tom Zé. O baiano tem encaixotada sua porção mais cultuada. O álbum de 1972 joga suas ideias universais sobre uma base de samba e traz faixas históricas como Pecadinho, Menina Amanhã de Manhã e a faixa título. Em seguida vem o sempre polêmico Todos Os Olhos (aquele da bila), Estudando o Samba (que contou com presenças definidoras de Elton Medeiros e Heraldo do Monte) e Correio da Estação do Brás (uma visão particular sobre o migrante).

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Abra suas asas

O segundo nome homenageado pelos relançamentos está vivo nas memórias mais nostálgicas, e virou marca dos tempos em que Donna Summer reinava nas pistas. O sexteto As Frenéticas foi um marco dos anos 1970 formado a partir de um grupo de garçonetes da casa de shows Frenetic Dancin’ Days, aberta pelo antenado Nelson Motta. Num determinado momento da noite, elas subiam no palco para cantar, dançar e fazer festa.

O primeiro sucesso das meninas, A Felicidade Bate à Sua Porta, foi composto por Gonzaguinha, namorado de Sandra Pêra (irmã da Marília) e teve boa execução nas rádios. A abertura deu a elas aval para serem as primeiras contratadas da Warner, por onde elas lançariam os álbuns Frenéticas (1977), Caia na Gandaia (1978), Soltas Na Vida (1979) e Babando Lamartine (1980). Este último, uma homenagem desbundada e carnavalesca ao compositor Lamartine Babo, fecha a época de ouro das Frenéticas.


Até lá, elas lançaram algumas joias inesquecíveis como O Preto Que Satisfaz, Perigosa, Tudo Bem Tudo Bom ou Mesmo Até e Dancin’ Days. Além destas todas, a caixa traz bônus, versões e raridades como Açúcar Candy, gravação que permanecia inédita.


Telúrica

Uma magia que não se esgota é a de Baby Consuelo, que tornou-se a cara e a simpatia dos Novos Baianos. Com o fim do grupo, a “falsa baiana” pegou o guitarrista e marido Pepeu Gomes pelo braço e saiu despejando uma série de sucessos em rádios e trilhas de novelas apoiado num som feito de samba, rock, afoxé, bossa nova, liberdade e muito sorriso.

Na esperada caixa lançada pela Warner estão os discos O Que Vier Eu Traço (1978), Pra Enlouquecer (1979), Ao Vivo em Montreux (1980), Canceriana Telúrica (1981) e Cósmica (1982). Os discos passeiam por um Brasil plural. Tem o forró roqueiro de O Fole Roncou, a delicadeza de Tudo Blue, o pop “ritalírico” Papo de anjo, choro com Ademilde Fonseca (Apanhei-te cavaquinho) e catarse ritualística gravada no Festival de Montreux.


Na virada dos anos 1970 para os 80, Baby e Pepeu seguraram a magia do sucesso arregimentando fãs adultos e crianças. Para os menores, a caixa traz bônus como Emília, a Boneca Gente, feita para o especial Pirlimpimpim. Para os adultos, a bandeira pró-liberação da maconha O mal é o que sai da boca do homem, lançada em compacto. Em 1984, Baby iria para uma casa nova (CBS), mudaria o nome para Baby do Brasil, largaria vida mundana para virar “popstora”, voltaria a tocar com o Novos Baianos, resgataria os anos de sucesso gravando o primeiro DVD (com mais de 60 anos) e confirmaria ser, ainda, uma voz e uma alegria que o Brasil não pode perder.


Tom Zé – Anos 70


O quê: caixa com os discos Tom Zé (1972), Todos Os Olhos (1973), Estudando o Samba (1976) e Correio da Estação do Brás (1978).

Preço médio: R$ 158,90


Baby Consuelo do Brasil


O quê: caixa com os discos O Que Vier Eu Traço (1978), Pra Enlouquecer (1979), Ao Vivo em Montreux (1980), Canceriana Telúrica (1981) e Cósmica (1982).

Preço médio: R$ 199,90

 

40 anos de Dancin’ Days


O quê: caixa com os discos Frenéticas (1977), As Frenéticas (1978), Soltas Na Vida (1979) e Babando Lamartine (1980)

Preço médio: R$ 158,90

 

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