PUBLICIDADE
Jornal

Palco aberto

07/07/2017 01:30:00

Em Os Tamboretes, o público divide o espaço cênico com os atores. E não é somente estar sentado no palco compondo a mise-en-scène. É mais. Joca Andrade e Ghil Brandão, com a segurança que a trajetória de cada um carrega, convidam a plateia a partilhar as mesmas urgências. Quem está ali, sentado na sala de Raimunda e Benzinho, reflete junto sobre o tempo de isolamentos que grandes cidades, como Fortaleza, impõem a seus moradores. A peça faz pilhéria com essa fragmentação que nos empurra para o enfraquecimento enquanto sociedade.


Ao recorrer aos arquétipos do palhaço (o “branco”, mais sisudo, e o “augusto”, mais ingênuo), a montagem imprime tons de exagero para falar de um agora político no País que é igualmente hiperbólico.

 

Renato Abê,

repórter e dramaturgo

 

Adriano Nogueira

TAGS