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Jornal

Futuro da Estação João Felipe segue indefinido

29/06/2017 01:30:00
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Inaugurada em 1880 e com atividades encerradas em 2014, a estação de trem João Felipe é agora reaberta para as apresentações do espetáculo Cama de Baleias, dos alunos da graduação em Teatro da Universidade Federal do Ceará (UFC). Tombada por decreto estadual em 1983, a edificação está atualmente fechada e carece de reparos. “A importância de abrir a Estação para esse tipo de uso é fundamental e está dentro da percepção que a gente tem do papel desse contexto arquitetônico para a Cidade”, aponta o arquiteto Alexandre Jacó, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão responsável pelo prédio.


Em 2007, com a extinção da Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA), os bens móveis e imóveis da linha de trem que tinham valor cultural passaram para o Iphan. A proposta do Instituto é transferir sua sede para a João Felipe. “O Iphan percebeu que seria importante para o órgão e como uma estratégia de recuperação de patrimônio levar a sede para lá”, explica.


Há quatro anos, o projeto de restauração foi aprovado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas. “Tinha uma verba de R$ 10 milhões, mas isso foi em 2013, muita coisa aconteceu. Com essa mudança tão drástica na situação conjuntural do País, a gente não pode falar de garantia nenhuma”, diz, apontando que o órgão aguarda um posicionamento do Governo Federal sobre esses repasses.


O projeto, explica Jacó, prevê que onde funcionavam as oficinas da Estação seja a sede e as plataformas se tornem um espaço “flexível para qualquer evento de cunho cultural”. Enquanto o restauro não começa, a ideia é seguir recebendo projetos como o Cama de Baleias. “A proposta do Iphan é aprovar esses usos, só que temos alguns problemas, sobretudo as condições da edificação. Atualmente a gente faz a liberação, mas com muito cuidado para que a gente não traga sobretudo qualquer risco para os usuários”, pondera.


Os galpões ao lado da entrada da Estação foram cedidos à Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) para abrigar a Pinacoteca do Estado. Diante do impasse em relação ao PAC, Secult e Iphan se aliaram para redefinir o projeto de obra do espaço. “Será a Estação das Artes, que vai além da Pinacoteca e terá museus, auditórios, sede administrativa do Iphan e integração com o Mercado das Artes, projeto de ocupação com artesanato e gastronomia”, aponta Fabiano dos Santos Piúba, titular da Secult. “Estamos fechando o projeto arquitetônico e a previsão é que até agosto se realize a licitação e até o fim desse ano, início do próximo, seja dada a ordem de serviço”. Sobre o orçamento, o secretário disse ainda não ter o valor fechado. Em 2014, esse restauro havia sido orçado em R$ 22 milhões. “É maior que esse (valor), porque engloba a Praça da Estação e está inserido dentro do programa Fortaleza 2040”, diz, explicando que o restauro integra processo maior de requalificação do Centro. (Renato Abê)

 

Adriano Nogueira

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