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Turismo
NOTÍCIA

De carro pelos Balcãs

| Europa | Ao longo de uma semana, percorrer os cenários da Bósnia-Herzegovina, Croácia e Montenegro é se deparar com construções históricas, belezas naturais e lembranças de guerras e eventos mundiais

28/03/2019 02:35:25
Viagem pelos balcãs
Viagem pelos balcãs(Foto: Ana Flávia Gomes)

Bósnia-Herzegovina, Croácia e Montenegro. Se você procurar no Instagram, vão definir como roteiro dos Bálcãs. Em agências especializadas, pode aparecer como variação "países eslavos". Fato é que esses três países integram mesmo as duas definições, eram componentes da ex-Iugoslávia. Mas significam só uma parte desse pedaço do mundo permeado por conflitos históricos e uma combinação muito diversa de patrimônios. Sim, a contextualização geopolítica e histórica será necessária o tempo todo nesta viagem.

Em uma semana, com carro alugado e rodando cerca de 450 km no total, é possível explorar o básico de quatro cidades-chave desses países: Sarajevo, Mostar, Dubrovnik e Kotor. É o suficiente para encarar resquícios dos conflitos, perceber influências turcas e italianas, e, principalmente, ficar embevecido por paisagens grandiosas.

A parte bósnia da rota, com Sarajevo e Mostar, é sobre um exercício de refazer construções, noção de país e também força de indivíduo. A capital da Bósnia-Herzegovina foi fundada por otomanos no século XV, dominada pelo Império Austro-Húngaro quatro séculos depois, palco do assassinato de Francisco Ferdinando que abriu a Primeira Guerra Mundial, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1984 e alvo de cerco militar no início da década de 1990. Enumerar tudo isso é necessário para dar dimensão do que há para ver numa cidade que tem mesquita, igreja ortodoxa e católica romana instaladas no intervalo de poucos metros.

Mostar parece se reconstruir de forma ainda mais visceral do pós-cerco. E tem o rio Neretva, com suas águas de um verde brilhante, para enfeitar qualquer foto do que foi recuperado. Ir ao memorial ao lado da ponte antiga - erguida em 1566, derrubada em 1993 por sucessivos bombardeios durante o conflito e depois reconstruída - é fundamental para entender as tensões utilizadas para tentar explicar atos bárbaros. Daí, o percurso se volta, então, a destinos com propostas mais amenas. Mas não menos impressionantes.

Dubrovnik, na Croácia, tem a beleza do Adriático completando o charme da cidade medieval fortificada e muito bem conservada. E a melhor estratégia para conseguir desfrutar da cidade é fazer pelo menos um pernoite nela, ocupando o centro histórico quando as multidões retornam aos navios de cruzeiro.

Já Kotor e a vizinha Perast têm o Adriático, mas cercado por montanhas altas e escuras. O efeito é de fiordes. Tem um centro histórico bem menos concorrido e uma fortaleza que avança montanha acima com vistas arrebatadoras. Neste pedaço de Montenegro, a natureza domina. E não decepciona.

Dicas práticas

Locadoras, como Sixt e Europcar, disponibilizam carros em Sarajevo para serem devolvidos em Dubrovnik. Depois de ir a Kotor, é necessário voltar à Croácia para devolver o carro e pegar um voo. É importante avisar antes sobre a intenção de cruzar as fronteiras.

As estradas têm baixo limite de velocidade. Na Bósnia-Herzegovina, é comum túneis sem iluminação.

Há controle em todas as travessias de fronteira, mas este roteiro é cada vez mais comum no turismo da região.

Moeda

Levando euros, é necessário trocar por marco bósnio e kuna croata nos devidos países. Em Montenegro,
vale o euro.

Dubrovnik é cara para hospedagem e alimentação. A dica é concentrar esses gastos fora dos muros, mas já na área próxima ao centro histórico. O câmbio de moeda é mais vantajoso quanto mais distante da entrada da subida das muralhas. Comida e estadia saem bem em conta nas outras cidades, gastando o equivalente a cerca de 30 euros por dia em refeições com vinho, lanches, entrada em atrações e um ou outro souvenir.

Pelos sites das companhias aéreas não é possível comprar passagem Fortaleza-Sarajevo ou Dubrovnik-Fortaleza. Porém, há voos constantes dos principais aeroportos europeus, como Munique, Barcelona, Amsterdã, Paris, Viena, Milão.

Baixar mapas de navegação e tradutores offline, como os do Google, ajudam bastante.

Instagram

Mais sobre esta viagem e outras em @descobrinaviagem

Ana Flávia Gomes