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Imersos em arte

| vivências artísticas | Casa Sem Medida recebe trio de artistas para realizar uma série de oficinas sobre arte urbana, expressão e resistência

21/04/2019 03:18:46
Gabriel Ribeiro, artista visual, ministra oficina sobre cartaz lambe-lambe
Gabriel Ribeiro, artista visual, ministra oficina sobre cartaz lambe-lambe (Foto: Divulgação)

Existir é uma expressão artística. Usando de toda a liberdade criativa para transformar o meio urbano através de oficinas de arte, o projeto Imersão chega a Fortaleza nos dias 17 e 18 de novembro para ocupar espaços e unir memórias locais com memórias individuais. Idealizada pelos paulistas Catarina Gushiken e Gabriel Ribeiro, e pelo cearense Ramon Sales, as oficinas serão na Casa Sem Medida e têm inscrições abertas para artistas e não artistas.

Imergindo no espaço cearense, a ideia surgiu com a necessidade de "agitar" a cena artística e cultural da Cidade. Com um projeto que busca juntar as multiplicidades de cada artista a partir de suas próprias características, a Imersão traz a arte como forma de expressão em diferentes linguagens e suportes, tudo para valorizar a personalidade e o modo de identificação do público.

Dar voz a todos que irão participar é um dos objetivos do projeto. O trio se divide na apresentação das oficinas que permitem com que cada um sinta-se livre para representar suas histórias e "ser quem realmente é". Na oficina de "Lambe-lambe: aprofundamento e prática", Gabriel Ribeiro vai compartilhar seus trabalhos e referências desta técnica que surgiu com a colagem de cartazes de ruas que expunha a representatividade do artista ou de temas específicos, possibilitando que a arte urbana seja mais do que uma mera decoração de espaço.

Catarina Gushiken orienta o processo criativo a partir das memórias e dos afetos na oficina "Ilustrando como forma de existir". Em um acompanhamento individual, a ideia é que cada pessoa desenvolva o artista que existe dentro de si, encontrando meios para transformar, de maneira consciente, cada vivência em arte.

Produtor da Imersão e um dos artistas a ministrar as oficina, Ramon Sales enxerga o projeto como algo essencial para a compreensão da arte urbana. "É uma maneira de entender o meio urbano enquanto poesia, o muro como página e a cidade como um caderno". Com foco na dinâmica de ocupação dos espaços, Ramon traz a oficina "Disputa e poesia visual urbana", que vai relacionar a competição entre a cidade e as pessoas através da ideia de ter as construções urbanas como "corpos" que relatam suas histórias.

Pensando na arte e cultura local, Ramon que mora há seis meses em São Paulo, nota a diferença dos dois estados, mas destaca a importância de projetos individuais e coletivos no Estado. "Ver o interesse das pessoas em conhecer mais sobre a arte urbana no Ceará é algo que fez com que a Imersão fosse possível. Porque um projeto é uma forma de criar pontes entre os que pensam a cultura como um meio de existência e resistência", afirma.

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