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Carro novo: o que encarece?

O perfil, a importância e o que implica no valor final na hora de montar e comprar um veículo completo

13/06/2019 01:32:27
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. (Foto: .)

Antes de conhecer os acessórios que tornam os veículos mais caros ao saírem das concessionárias, é importante entender que o perfil do consumidor é muito importante no entendimento deste assunto. Também é interessante levantar questionamentos como: "O que é indispensável?", "O que me trará conforto?" e "O que não é importante?".

Para Carlos Neves, especialista técnico de automotores, existem dois tipos de consumidores, os "que compram o veículo com os pacotes de conforto de fábrica" e os "que compram o carro sem pacotes de fábrica e colocam acessórios em lojas do mercado". Esse último deve-se ao fato de os itens opcionais serem mais baratos no mercado do que na fábrica.

Mas, nem sempre o mais barato vale a pena. "Se você quiser comprar um carro sem acessórios de fábrica, os modelos vão vir sem ar-condicionado, direção hidráulica e sem câmbio automático. Esses são os três principais itens de interesse do consumidor brasileiro. Em alguns carros, a tecnologia embarcada evita a colocação de acessórios que não sigam essa tecnologia, e aí começamos a perceber que o consumidor tem evitado comprar o veículo sem os acessórios de fábrica. Por exemplo, a Range Rover em que morreu Cristiano Araújo foi adaptada com rodas iguais às do Porsche Cayenne e olha no que deu", diz Neves.

Alguns aros de Porsche vendidos hoje no Brasil geralmente são réplicas chinesas de 18 a 22 polegadas de diâmetro. Enquanto um jogo original custa aproximadamente R$ 18 mil, as cópias saem por mais ou menos R$ 6 mil e não têm a mesma qualidade de construção.

62,50% dos veículos que saíram de fábrica em 2018 tinham motor 1.0 até 2.0, enquanto 36,04% eram 1.0 (incluídos aí frotistas que trabalham com carro de entrada, ou seja, básicos sem acessórios), de acordo com os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em maio deste ano, o Chevrolet Ônix foi o hatch mais vendido, com 22.279 unidades. "O mais procurado deste modelo é com o câmbio automático. O cliente que procura o mercado paralelo de acessórios basicamente é o carro de entrada, ou seja, os básicos", acrescenta Neves.

Ainda segundo o último balanço semestral da Fenabrave, os veículos hatches pequenos foram os mais vendidos de janeiro a junho. A maioria dos veículos topo de linha não precisam de equipamentos extras, pois muitos já entregam vários complementos em sua categoria mais básica. O que o consumidor acha necessário ter no carro e o modelo também influenciam no valor final. Existem algumas linhas que já oferecem alguns acessórios, como vidro elétrico, ar-condicionado e direção hidráulica. Carros mais simples tem opcionais também simples, e alguns carros mais sofisticados possuem mais recursos. Isso vai depender do quanto você tem disponível para investir, e ao fazer pesquisas, certifique-se sempre do que já vem incluso.

É importante ressaltar que o que encarece é o tipo de pintura e não a cor. No site da Fiat, a cor "Preto Vulcano" de um Mobi, por exemplo, não acrescenta nenhum adicional, porque não engloba nenhum acabamento especial, proteção extra ou brilho. Mas se você optar por um "Branco Banchisa" ou "Vermelho Monte Carlo", o adicional é de R$ 500. As cores metálicas do tipo "Prata Bari" e "Cinza Silverstone" alcançam o valor de R$ 1.800, e o "Branco Alaska", uma cor personalizada, chega a custar R$ 2.100.

Mas, isso não é regra e pode variar de marca para marca. "Quando fui comprar o meu Kwid zero quilômetro optei pela cor branca por não encarecer o valor final. Qualquer outra cor ia ter o adicional da pintura metálica, que é uma cor mais brilhosa e custava R$ 1.400 a mais. Pro Kwid, as opções de cores metálicas eram muitas, mas o branco não me custaria nada. Minha tia, quando comprou o Nissan March, pôde escolher três cores sem custo adicional", conta o estudante Pedro Nobre, 25.

Mas afinal, o que encarece os veículos? Basicamente todo acessório extra que for anexado posteriormente à finalização da montagem do veículo vai torná-lo mais caro. A ideia é pensar no que você irá querer anexar e projetar o custo extra que aquilo lhe trará. Confira o que já vem, faça sempre pesquisas de mercado e dê preferência pela qualidade dos acessórios.

 

Simulação

Argo 1.0 FLEX 4P 2020: R$ 48.990

OPCIONAIS

Predisposição para rádio (2 alto-falantes): R$ 350

Moldura do volante e console central com ccabamento: R$ 100

Kit visibilidade: R$ 650

ACESSÓRIOS (alguns)

Alarme: R$ 737

Central Multimídia 9': R$ 3.599

Farol de Neblina: R$ 1.032

Friso Lateral Cromado: R$ 547

Friso Lateral Texturizado: R$ 334

Protetor de Cárter GSE 1.0 e 1.3: R$ 247

Iluminação Interna: R$ 280

Manopla do Câmbio Personalizada: R$ 127

Tapete de Carpete com Borracha: R$ 443

Calota Aro 14' Escura: R$ 122

Rádio Mid: R$ 669

Alto-falante 6x9'', dianteiro (par): R$ 500

MONTAGEM

Argo 1.0 FLEX 4P 2020 com: Alarme Rádio Mid Alto-falante 6x9

Total = R$ 50.869

Fonte: Fiat

 

Acessórios que você acha no mercado

• Acionamento dos vidros com travas elétricas
e alarme

• Sensor de ré

• Multimídia

• Rádio/Alto-falantes

• Aros de liga leve e pneus esportivos

• Fumê

Gustavo Queiroz

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