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Jornal

a adrenalina de uma viagem de moto

O que você precisa saber para fazer turismo sobre duas rodas e sentir o vento no rosto pelo Ceará ou pelo mundo

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O clichê de sentir vento no rosto é o mínimo em uma viagem de moto, quem faz moto turismo garante: a adrenalina sobre duas rodas é inigualável. Mas além da energia de pilotar por horas, dias e meses, os motociclistas precisam fazer um check list antes de cair na estrada.

Antes de se aventurar nas viagens de moto, o representante comercial Ricardo Godeck, 53, fez curso de pilotagem. Ele, na realidade, aprendeu a conduzir muito jovem, mas depois dos 50 quis conhecer o moto turismo, e a prática virou um hobby. "É uma forma de descansar do dia a dia, sem velocidade, obedecendo todas as normas de trânsito, vou ouvindo uma música e apreciando a paisagem. Uma paz interior muito grande", conta.

O respeito ao Código de Trânsito Brasileiro é a palavra de ordem dentro da Federação de Motociclismo do Ceará (FMC). Este ano, a entidade reforça essas regras e capta patrocínios para realizar premiação de moto turismo, a fim de conscientizar motociclistas. "Nós estamos em um trabalho diferenciado nessa categoria para criar provas de viagem e de passeio. Qualquer pessoa filiada vai poder participar depois de fazer a inscrição na Copa Sol. É um trabalho para envolver, muita gente sai à passeio e se acidenta", explica Amarilio Barbosa, instrutor de pilotagem e diretor de moto turismo da FMC.

Em rodovias ou dentro da cidade, os documentos imprescindíveis são a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) A e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). Além disso, o vistoriador do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), Onélio Oliveira, chama atenção para a conduta do motociclista, bem como uso de aparelhos adequados, como capacete e protetores. "O respeito que o motociclista precisa ter é o respeito de todo cidadão. Obedecer às leis, estar com os equipamentos em perfeito estado: pneu, iluminação etc", informa.

O próprio Código recomenda roupa adequada para o caso de atrito com o chão, acrescenta Onélio. Foi exatamente dessa forma, muito bem paramentadas, que as sócias Ana Pimenta e Ana Sofia concluíram no ano passado o desafio de pilotar 28 mil km de Porto Alegre (RS) a Milwaukee, nos Estados Unidos. "Na minha opinião, o melhor de modelo de moto para viagens de longa distância, é a Road Glide, da Harley-Davidson, pois é extremamente confortável, possui a frente mais leve, evitando o desgaste maior do piloto. Além de ter os alforges laterais que comportam bagagem suficiente para viagens de maior tempo de duração", diz Ana.

Ricardo Godeck também pilota uma Harley-Davidson, de 1.600 cilindradas, ao lado do filho de 22 anos, o qual trafega em uma Honda NX 150, utilizada ainda para percursos diários até a faculdade e ao estágio. "Você deve partir do pressuposta de que o parachoque da moto é seu joelho, então tem que estar protegido para o caso de alguma fatalidade, usar sempre jaqueta, luva, capacete, bota", diz o representante comercial.

Em relação ao tipo de motocicleta adequada, Amarílio explica que, em geral, as categorias custom e big trail são boas pedidas. Caracterizadas pelo conforto em viagens longas, têm bom desempenho no asfalto. Mais versátil, a big trail encara terrenos de cascalho e de areia. O que também não quer dizer que você não pode fazer moto turismo com essa moto aí na garagem. "Não quer dizer que as outras não podem ser utilizadas. Não, qualquer motociclista com sua motocicleta pode viajar", completa o instrutor de pilotagem.

AMANDA ARAÚJO

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