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O melhor do som automotivo

01:30 | 18/01/2018
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Para capacitar o mercado e torná-lo mais competitivo, a Uniprosom já realizou duas edições do Fórum de Som e Acessórios Automotivos do Nordeste, em parceria com o Sistema Sincopeças/Assopeças (CE) e o Sebrae. A última delas, em dezembro de 2017, reuniu cerca de 150 pessoas, entre fabricantes e vendedores. “Conseguimos trazer marcas nacionais e até internacionais. O mercado de acessórios é crescente e tem um faturamento muito importante relacionado a toda a cadeia automotiva. Tanto o cliente que compra o carro nova como o de carro usado coloca um som novo”, frisa Fernando Vitor.


Foi assim com os últimos dois carros do contabilista Edilano Ferreira, 41, que não dirige sem uma boa música. O som instalado no porta-malas do Corolla foi adequado sem comprometer muito o espaço do compartimento. “Eu gostava de sons potentes e preferi me adequar a um som pequeno, com qualidade. Se eu dirigir sem ouvir música é como se eu ficasse estressado no trânsito. Sem som é aquela confusão, no dia a dia sempre estou com um sonzinho ambiente”, conta. O projeto do som automotivo custou cerca de R$ 3 mil, mas as opções são inúmeras para os mais diversos gostos e bolsos.


Segundo o engenheiro mecatrônico e diretor da Panda Som, Jéfferson Neri, o cliente deve definir sua necessidade, saber se precisa de uma tela para distrair as crianças no banco de trás, se gostaria de CD player ou autofalante. “Para quem quer um som mais potente, os amplificadores são melhores. Se for um som interno, tem itens como subwoofers, ele complementa a frequência grave e melhora mil por cento (o áudio)”, diz ele.


O empresário Magebio Willamis, 31, liga o som potente instalado na caçamba da Hilux Srx somente em seu sítio, em Milhã - a 377 quilômetros de Fortaleza. “Lá, o som é a diversão que a gente tem. Fazemos festas com a família e ouvimos a música”, narra. O equipamento, instalado em dezembro último, custou R$ 14 mil e pode ser removido quando ele precisa do espaço da caçamba.


Amplificadores são usados junto a alto-falantes, que podem ser colocados nas portas, no tampão e até no painel do veículo. Há ainda os triaxiais para reprodução de sons graves, médios ou agudos. Um som interno potente pode custar de R$ 150 até R$ 3 mil, enquanto o preço do som externo pode variar de R$ 300 até R$ 25 mil em um carro. “O que sai muito hoje são multimídias integradas, TV full HD e GPS “, afirma Jéfferson Neri, da Panda Som.


A gerente da Art Som, Ticiana Maia, recomenda a análise, além da potência do som, dos materiais do produtos, bem como sensibilidade e eficiência. “Temos no mercado opções que começam com o básico, que são os auto rádios, indo até sistemas de multimídia com TV e câmera de ré, sendo perfeitamente possível integrar todo o sistema. Para aqueles que prezam por qualidade e segurança é bom não descuidar do material, instalação, e mão de obra qualificada”, explica.


Uma tendência, segundo a gerente, são as caixas de som amplificadas. Ela lembra que acessórios são produtos com valores mais elevados e, por isso, os consumidores também investem em alarmes e rastreadores. “Deve-se saber os itens que já disponíveis no carro, e o que se deseja acrescentar”, diz.


COMO ESCOLHER O SOM IDEAL


1 Analisar sua real necessidade, se precisa de MP3 ou ainda um DVD player com telas no painel e bancos


2 Pesquisar marcas e prestar atenção nos materiais do equipamento


3 Escolher profissionais qualificados para a instalação, em lojas de confiança

 

4 Elaborar um projeto de som com garantia de itens


LIGA O SOM


LEI

O som instalado no porta-malas só configura infração quando ligado com o compartimento aberto ou semiaberto, como explica a gerente de normatização da Agência de Fiscalização (Agefis), Nádia Santos. “Você pode utilizar equipamento sonoros com porta-malas aberto desde que tenha autorização do Município para manifestações religiosas, sociais e para propaganda, respeitando os limites sonoros (70 decibéis no período diurno e 60 decibéis no período noturno)”, informa ela.

 

APREENSÕES DE EQUIPAMENTOS

De acordo com a gerente de normatização, 70% das apreensões de equipamentos sonoros são de paredões em vias públicas. “É a falta de conscientização, as pessoas sabem que é proibido, não é uma lei recente, foi amplamente divulgada. Por isso, no caso de denúncia, existe o número 3487-8532”, completa.

 

O QUE DIZ A LEI DO PAREDÃO?

A Lei municipal nº 9.756 proíbe o funcionamento dos equipamentos de som automotivos e equipamentos sonoros assemelhados, nas vias, praças, praias e demais logradouros públicos em Fortaleza. A proibição também vale para espaços privados de livre acesso ao público, tais como postos de combustíveis e estacionamentos. Caso esses equipamentos estejam acoplados nos veículos, o porta-malas não pode estar aberto ou semiaberto.

 

AMANDA ARAÚJO

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