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Jornal

Beleza francesa sem jeitão de minivan

Peugeot "transforma" a segunda geração do 3008 com novo grafismo. Modelo será vendido em versão única a gasolina a partir do final de julho. Além de tecnologia, aposta da montadora francesa está no preço: R$ 135.990

04/07/2017 01:30:00
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Átila Varela

ENVIADO AO RIO DE JANEIRO*

atilavarela@opovo.com.br

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O mercado está recheado de SUVs. Para não ficar de fora da briga no segmento, a Peugeot investiu no 3008, lançado na semana passada no Rio de Janeiro. A segunda geração do modelo apresenta como trunfos potência e tecnologia. O preço de R$ 135.990 é convidativo e abaixo dos R$ 140 mil mínimos cobrados por modelos semelhantes. Parte disso é para concorrer com os irmãos de outras marcas Audi Q3 Attraction, Hyundai Tucson GL, Jeep Compass Limited e Volkswagen Tiguan.


O SUV chega às concessionárias até o final de julho na versão única, a Griffe. O veículo ganhou novo grafismo e aboliu o jeitão de minivan para assumir a vocação de utilitário esportivo. A frente ficou mais verticalizada e o capô subiu com o alongamento horizontal. Ganhou características de esportivo com os parachoques mais largos. As rodas são de 19 polegadas. Na traseira, os faróis apresentam formato da “garra do leão”, símbolo da montadora francesa.


Dentro do 3008, a Peugeot reformulou o sistema eletrônico. A nova central multimídia passou a ser de 8 polegadas touchscreen com conectividade nos aplicativos Apple Carplay e Android Auto. A novidade, no entanto, é a introdução do carregamento do celular por indução - onde um sensor auxilia na recarga - sem a necessidade de utilizar um cabo USB. Para fazê-lo, a montadora orienta adquirir uma capa específica para a função – em lojas de telefonia, eletrônicos, etc.

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Debaixo do capô, o SUV mantém o motor THP 1.6 de 165 cavalos de potência (cv) e abastecido com gasolina. Seu torque é sentido antes das 2.000 rotações por minuto (rpm). Não há opção a diesel.


No quesito segurança, o automóvel apresenta seis airbags (dois frontais, dois cortinas e dois para os bancos dianteiros), controles de aclives e de estabilidade, além de controle de auxiliar de frenagem. Por enquanto, o modelo será importado da França, ainda sem previsão para ser fabricado no Brasil.

 

Teste na estrada

O POVO testou o modelo no trajeto Rio de Janeiro-Petrópolis, pelas rodovias BR-040 e BR-493. O destaque é a estabilidade, o silêncio no interior da cabine, a potência do motor. Com o engate curto do câmbio automático de seis marchas, não houve solavancos ou intervalos longos para a retomada.

 

O modelo traz, em seu interior, alguns mimos: um sistema massageador com cinco modos disponíveis para os bancos do motorista e do carona. O ponto falho (ou não) é a inexistência do GPS. A montadora alega que, com a modernidade dos dispositivos móveis, a tecnologia não precisa ser empregada, já que se tornou quase usual acessar o sistema de navegação pelo celular.


A Peugeot quer comercializar 250 unidades do SUV por ano, o que totaliza 3 mil veículos emplacados anualmente. Se a meta for brigar em pé de igualdade, terá de muito correr para desbancar o Jeep Compass, que em maio, já entregou 4.450 unidades de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).


* O jornalista viajou a convite da Peugeot

 

SERVIÇO

CONCESSIONÁRIAS PEUGEOT EM FORTALEZA


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Onde: Avenida Rogaciano Leite, 431 - Luciano Cavalcante

Telefone: 3433-3370


Belfort

Onde: Avenida Barão de Studart, 2270 - Joaquim Távora

Telefone: 4008-5300


Saiba mais


Estratégias


A Peugeot também tem investido na reestruturação da marca no País, especialmente no pós-venda. A estratégia da empresa tenta mudar a imagem de que “carro importado” não tem peça de reposição. Para o 3008, a francesa garante que, antes de o carro ser lançado, adquiriu lotes de peças para não desguarnecer os clientes.


Em termos de fidelização, a Peugeot criou um sistema de revisão com celeridade. Se o carro não for entregue em 24 horas, o cliente não paga. Entre outros benefícios, estão reboque gratuito 24 horas. Na venda do automóvel, a concessionária paga até 85% do valor da tabela Fipe.

 

Adriano Nogueira

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