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Captur. Um prato honesto no menu da Renault

O novo SUV compacto será servido a partir de março situado acima do Duster com uma receita que pretende fisgar o paladar de quem hoje disputa um Jeep Renegade ou um Honda HR-V

01:30 | 21/02/2017

Jocélio Leal

ENVIADO A SÃO PAULO

O segmento de SUV não peca pela falta de opções. E a Renault deu sua nova contribuição ao menu com seu novo Captur. Como defini-lo? Tal qual se faz em um bistrô francês. Aquele prato que não necessariamente é espetacular, mas é saboroso, tem suas virtudes e até faz voltar: chamamos de honesto. O compacto aparece no cardápio Acima do Duster e tenta fisgar pelo paladar quem hoje se encanta com o Jeep Renegade e com o Honda HR-V, por exemplo. O preço sugerido para o veículo vai de R$78,9 mil na versão Zen 1.6 manual a R$ 88.490 na Intense 2.0 automática.


Isto tudo por enquanto. A empresa lançará ainda o novo Koleos. O Renault Captur foi apresentado em São Paulo, na Maison Renault – uma estrutura para eventos na icônica Rua Oscar Freire, nos Jardins - como iguaria de design sensual e elegante. Como atributos, maiores altura do solo, posição de direção, comprimento e entre-eixos da categoria. É nacional, feito no Complexo Ayrton Senna, no Paraná.

A apresentação do prato é um diferencial. As linhas do novo Captur seguem a nova identidade visual da Renault e são assinadas pelo Technocentre da Renault, na França, em parceria com o Renault Design América Latina (RDAL). Em termos de design, a propósito, o charme da pintura biton. A montadora francesa serve a possibilidade de uma cor diferente no teto, pela módica quantia de R$ 1,4 mil.

O carro é devidamente adequado para as condições brasileiras, promete a montadora. Foram mais de 1.000.000 Km apenas no Brasil. A Renault garante que o tempo de chão permitiu desenvolver novas suspensão, carroceria e arquitetura eletrônica, dentre outros itens.

O Captur chega às lojas em março com duas opções de motores. novo 1.6 SCe (120 cv) e 2.0 16V (148 cv). A motorização foi recebida como um tanto indigesta. O motor 1.6 SCe tem câmbio manual de cinco marchas e o 2.0 16V com câmbio automático de quatro marchas, o mesmo do primo Duster. Esperava-se mais. Não é um banquete. Mas não chega a ser uma decepção para quem busca um carro honesto. Em todas as versões, quatro airbags (dois frontais e dois laterais) e controle eletrônico de estabilidade (ESP).

O cardápio de conectividade inclui MEDIA Nav disponível em todas as versões. De forma intuitiva e com no máximo quatro cliques, é possível configurar qualquer funcionalidade da central multimídia. A tela touchscreen de 7” possui: GPS integrado, Bluetooth e câmera de ré. O sistema é acoplado com o comando satélite que possibilita ao motorista acessar tudo sem tirar as mãos do volante.

O carro tem chave cartão. Com ele a bordo, basta apertar a ignição. Já a abertura e o travamento das portas e do porta-malas acontecem por aproximação ou afastamento, sem necessidade de tocar no cartão. Os retrovisores laterais são rebatíveis eletricamente e o modelo oferece apoio de braço para o condutor (na versão Intense, a 2.0), ar-condicionado automático, velocímetro digital e vidros elétricos nas quatro portas.

A direção do novo Captur é eletro-hidráulica e atende muito bem a necessidade. O POVO guiou o Captur por cerca de 120 km, saindo da rua da Consolação e tomando as rodovias dos Bandeirantes, dos Imigrantes, Rodovia Caminho do Mar até a Serra Velha, já em São Bernardo do Campo (SP).

A posição elevada de dirigir, a 70,8cm, deve agradar. O espaço interno não é tímido, como se espera de um compacto. O porta-malas é bem generoso - 437 litros. Os bancos dianteiros acomodam bem motorista e carona.

Um charme são as luzes de conversão Cornering Lights. São integradas aos faróis de neblina dianteiros. Elas são acionadas automaticamente ao girar o volante. Causam efeito agradável e melhoram a visibilidade em áreas mais escuras.

Assim como outros modelos do mesmo nível, possui sensor crepuscular, um sistema inteligente que capta a luminosidade do ambiente e acende as luzes automaticamente conforme a necessidade. Sim, tem sensor de chuva, aquele que o cearense adora ter de usar. Ativa o limpador de para-brisas caso seja necessário.

VERSÕES
• Captur Zen 1.6 SCe manual: R$ 78,9 mil . quatro airbags (dianteiros e laterais), controle eletrônico de estabilidade (ESP), controle eletrônico de tração (ASR), assistente de partida em rampas (HSA), freios com ABS, ISOFIX, direção eletro-hidráulica, volante com regulagem da altura, ar-condicionado, rodas aro 17 polegadas de liga leve, vidros elétricos, alarme perimétrico, chave-cartão hands free, comando de áudio e celular na coluna de direção (comando satélite), assento do condutor com regulagem de altura, sistema CAR (travamento automático das portas a 6 km/h), Luzes diurnas em LED, retrovisores rebatíveis, piloto automático com indicador e limitador de velocidade. Opcional: Media Nav %2b Câmera de Ré; pintura biton.

• Captur Intense 2.0 automático: R$ 88.490. adiciona rodas aro 17 polegadas de liga leve diamantadas, apoio de braço, Media Nav 7” touchscreen, câmera de ré, ar-condicionado automático, sensor de chuva, farol de neblina com função Cornering Light, sensor crepuscular. Opcional: bancos em couro e pintura biton.

SAIBA MAIS

- O Captur como conceito foi exibido no Salão de Genebra, em 2011. O conceito, uma das atrações do Salão do Automóvel de São Paulo de 2012, inspirou a criação do Captur europeu, em 2013.

- A estreia do modelo atual para o público brasileiro ocorreu no Salão do Automóvel de São Paulo (2016).

- A traseira traz lanternas de LEDS, ponteira do escapamento cromada e um friso cromado abaixo do porta-malas que percorre quase toda a extensão do para-choque. A intenção é sugerir mais largura.

- A pintura em biton é oferecida em 13 combinações de cores, incluindo 9 combinações em biton. O teto do Captur pode ser preto ou marfim. A carroceria pode ser preta, branca, marrom, laranja, marfim, vermelha, prata ou cinza.

- O Captur tem garantia de fábrica de 3 anos ou 100 mil quilômetros rodados, prevalecendo o que ocorrer primeiro. Clientes que optarem pelo financiamento via Banco Renault (https://www.bancorenault.com.br/) têm 5 anos de garantia.

- O Captur traz em todas as versões o sistema Energy Smart Management (ESM) de regeneração de energia, solução da Fórmula 1 que ganha as ruas nos carros da Renault. Durante a desaceleração do carro, quando o motorista retira o pé do acelerador, o motor continua girando sem consumir combustível. Nesse momento, o alternador automaticamente passa a recuperar energia e enviá-la para a bateria, que aumenta sua carga sem consumo de combustível.

Por enquanto são duas as versões disponíveis, que marcam também o início de uma nova nomenclatura que aos poucos vai se estender para todos os modelos da Renault. A de entrada é a Zen 1.6 manual, a partir de R$ 78.900, que se destaca pelo bom pacote de itens de segurança - airbags frontais e laterais, controle eletrônico de tração e estabilidade, freios ABS, auxílio de frenagem de emergência e Isofix - além de ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, assistente de partida em rampa, chave-cartão presencial, sensor de estacionamento traseiro, volante com regulagem de altura, retrovisores com ajustes e rebatimento elétricos e sistema de áudio (rádio, Bluetooth e entradas USB e auxiliar) e telefonia.

Mas a Renault espera vender mais a versão topo de linha Intense 2.0 automática, por R$ 88.490, que tem a mais rodas diamantadas, ar-condicionado automático, câmera de ré, sensor de chuva, faróis automáticos, faróis de neblina de LED e função cornering e sistema multimídia com áudio, telefonia e navegação. O Captur tem garantia de três anos ou 100 mil quilômetros, e sua distribuição para a rede de concessionárias já foi iniciada. O modelo será exportado para 8 países da América Latina.

FICHA TÉCNICA

MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, 1.998cm³ de cilindrada, flex, que desenvolve potências máximas de 143cv (gasolina) e 145cv (etanol) a 5.750rpm e torques máximos de 20,2kgfm (gasolina) e 20,9kgfm (etanol) a 4.000rpm

Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, 1.597cm³ de cilindrada, flex, que desenvolve potências máximas de 118cv (gasolina) e 120cv (etanol) a 5.500rpm e torque máximo de 16,2kgfm (gasolina e etanol) a 4.000rpm

TRANSMISSÃO
Tração dianteira; com câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro marchas

SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira McPherson, triângulos inferiores, amortecedores hidráulicos telescópicos e molas helicoidais; e traseira semi-independente com barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos / 17 polegadas (liga de alumínio) / 215/60 R17

DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência eletro-hidráulica

FREIOS
Discos ventilados na frente e a tambores na traseira, com ABS

CAPACIDADES
Peso, 1.273kg (Zen) e 1.352kg (Intense); porta-malas, 437 litros; tanque de combustível, 50 litros; capacidade de carga (passageiro e carga), 449 quilos.

DIMENSÕES (comprimento x largura x altura x entre-eixos x altura do solo – em metros)
4,67x1,81x1,62x2,67x0,21

CONSUMO
1.6 Zen: na cidade, 10,9km/l (gasolina) e 7,6km/l (com etanol); na estrada, 11,3km/l (gasolina) e 8km/l. 2.0 Intense: na cidade, 8,8km/l (gasolina) e 6,2km/l (com etanol); na estrada, 10,8km/l (gasolina) e 7,3km/l.

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