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Como cuidar do carros em tempos de sol e de chuva

Com mudanças no tempo, os cuidados com o carro precisam ser adaptados. Especialistas dão dicas

01:30 | 24/01/2017
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Rafael Rocha

ESPECIAL PARA O POVO

rafaelrocha@opovo.com.br


Mudanças de temperatura, sol e chuva podem afetar seu carro, prejudicando a aparência e reduzindo a vida útil. Por isso, é importante ficar atento e ter as manutenções em dia.


Flávio Freitas é mecânico da Total Auto e explica que em temperaturas muito altas, a água do radiador pode baixar. “O sistema de arrefecimento é composto por água e aditivo. Quando a temperatura local está muito quente, tem-se uma pequena perda da água por evaporação. Por isso é preciso que o dono do carro fique sempre de olho”, conta


O automóvel possui um componente chamado válvula termostática cujo objetivo é permitir que o motor chegue à temperatura ideal rapidamente e impedir o superaquecimento do líquido de arrefecimento. Quando o líquido aquece e chega a uma temperatura de 90º graus, a válvula libera o fluxo do liquido que faz uma troca térmica com o motor. Flávio conta que essa peça e importante para o carro atingir a temperatura de trabalho e manter um bom desempenho. Em climas frios, o automóvel irá demorar mais para aquecer, consumindo mais combustível. Por isso e importante o uso da válvula. “Muitas pessoas aqui do Nordeste removem a válvula, já que ela seria mais interessante em regiões mais frias. Mas ela tem a sua necessidade e, ao removê-la, o motor irá demorar mais para aquecer”.


O chefe de oficina da Beto’s Car, José Paulino, explica que não existem grandes problemas em relação à chuva, desde que o carro esteja parado. Mas ressalta que quando a pessoa enfrenta um alagamento, por exemplo, a água pode afetar o motor do carro. “Muitas vezes também, a água da chuva pode trazer alguns ácidos presentes na atmosfera, se o carro estiver bem encerado, fica bem melhor de proteger o veículo”.


Lataria

A intensa exposição aos raios ultravioleta (UV) pode danificar a pintura do carro e provocar o ressecamento do verniz e micro rachaduras, deixando o veículo com aparência envelhecida, desgastada. As partes plásticas também ficam ressecadas e, nos casos extremos, o painel chega a rachar, e o tecido que reveste os bancos fica com aparência de queimado. Além de aumentar a temperatura interna do veículo, os raios ultravioletas (UV) provocam manchas esbranquiçadas e descoloração na lataria. Os carros de cores escuras (preta, vermelha e azul) são os que mais sofrem com a exposição solar, já que têm a maior facilidade para absorver os raios solares.

 

José Paulino diz que pessoas que não tem a possibilidade de guardar o carro em uma garagem coberta, deixando-o muito tempo exposto ao sol e à chuva, precisa ter um cuidado redobrado. “O dono do veículo precisa está sempre encerando o automóvel, deixando ele limpo. A cera é como se fosse o protetor solar do carro. É ela que vai evitar o desgaste na pintura. O ideal é que seja feito a aplicação desse produto, pelo menos, uma vez por mês”.


Marcello Feitoza é proprietário da ViaReparo, empresa especializada em pinturas automotivas , conta que carros com pintura danificadas devido aos desgastes naturais, causados por agentes poluentes e raios solares, podem recorrer à técnica de revitalização e espelhamento. “Em nossa cidade, o sol forte acaba sendo um terrível vilão. Esses procedimentos são capazes de eliminar por completo os riscos superficiais, as imperfeições de brilho, oxidações, contaminações externas e outros, sem danificar a pintura original do veículo”. Segundo Marcelo, os procedimentos variam de acordo com o tamanho do carro e custam em torno de R$ 240, para carros pequenos, e de R$ 280 a R$ 320 para carros grandes.

 

ADRIANO NOGUEIRA

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