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Consórcio diz que não foi notificado pelo Ibama

Produção. Fertilizantes

Até a última quinta-feira, 7, a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a mineradora Galvani não haviam sido notificadas "de nenhuma decisão do Ibama e aguardavam a manifestação formal do órgão para poder comentar o assunto". O POVO entrou em contato com o presidente da INB, o capitão de mar e guerra da reserva Carlos Freire Moreira.

Empossado este mês na estatal de economia mista, ligada ao Ministério das Minas e Energia, Carlos Freire respondeu via Gerência de Comunicação Social que o Consórcio Santa Quitéria realizou "estudos e relatórios sobre os impactos ambientais, culturais e econômicos do projeto". Além de pesquisa sobre "as transformações que a atividade industrial pode causar no período de funcionamento da mina".

Sem entrar em detalhes nas perguntas enviadas pelo O POVO, ele informou que o empreendimento produzirá fertilizante fosfatado para a agricultura, fosfato bicálcico para alimentação animal e concentrado de urânio, destinado à produção de energia nas usinas nucleares brasileiras.

De acordo com a Gerência de Comunicação da INB, quando estiver em operação, a mina de urânio de Itataia vai contribuir para "um aumento de 10% na produção brasileira de fertilizantes fosfatados e irá permitir uma redução nas importações brasileiras dessa matéria-prima, que hoje representa cerca de 50% do consumo nacional". A previsão de produção, caso um dia seja autorizada a exploração, é de 1,6 mil toneladas/ano de urânio. E 1,05 toneladas/ano de fosfatados. (Demitri Túlio)

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