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Justiça autoriza e mais 3 são transferidos

| Onda de ataques | Da última terça-feira até ontem, 39 presidiários foram transferidos do sistema penitenciário do Ceará para o presidio de segurança máxima no Rio Grande do Norte

01:30 | 12/01/2019
MICRO-ÔNIBUS foi incendiado ontem na rua Godofredo de Oliveira, no fim da linha do Conjunto Itaperi ALEX GOMES/ESPECIAL PARA O POVO
MICRO-ÔNIBUS foi incendiado ontem na rua Godofredo de Oliveira, no fim da linha do Conjunto Itaperi ALEX GOMES/ESPECIAL PARA O POVO

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte aceitou a transferência de mais três presos do sistema penitenciário do Ceará. Marigebio Ferreira de Freitas, Francisco Robério Ferreira Martins e Douglas Feitosa, apontados como líderes da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE), irão hoje para o prisão de segurança máxima de Mossoró. Na noite de ontem, o presídio federal já havia recebido 15 detentos da mesma organização criminosa. E na última terça-feira, 21 integrantes do Comando Vermelho.

Com as três novas transferências, o Governo do Ceará considera que isolou 39 homens que comandavam de dentro dos presídios cearenses o tráfico de drogas, uma rede de assassinatos e a onda de ataques que já dura dez dias em Fortaleza e outros municípios.

 

Dos três, Francisco Robério Ferreira Martins é o único que já experimentou ser confinado em uma penitenciária federal, também por "coordenar ações da GDE, mesmo dentro de uma unidade prisional" do Ceará. Também conhecido por Robertinho do Pantanal, ele foi preso por receptação de mercadoria, tráfico de drogas, homicídios e porte ilegal de armas.

 

Marigebio Ferreira de Freitas, apelidado de Shureck, é "traficante e homicida atuante no bairro do Jangurussu", na periferia de Fortaleza. A descrição é da ficha anexada na decisão judicial que o removeu.

 

Inicialmente, os detentos do sistema carcerário do Ceará ficarão 20 dias na cadeia de Mossoró. Depois, provavelmente, seguirão para a Penitenciária Federal de Catanduvas (Paraná) ou outro presídio com regras mais rígidas.

 

A medida, solicitada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público Estadual, é uma das estratégias para sufocar os ataques das facções criminosos registrados no Ceará.

 

De acordo com a decisão judicial, o presídio de Mossoró não é um local indicado para a transferência de presos oriundos do Nordeste. Especialmente do Ceará, por causa da proximidade geográfica. No entanto, "diante da situação de emergência" concedeu-se a remoção. Depois de 20 dias, nova mudança para outra região do País.

DEMITRI TúLIO | CLáUDIO RIBEIRO