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Jornal

Caso Coaf

6 de dezembro de 2018:

O jornal O Estado de S. Paulo revela que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta movimentação atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente. Uma das transações citadas é um cheque de R$ 24 mil destinado à primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

12 de dezembro de 2018:

A revista Veja revela que depósitos na conta do ex-assessor coincidiam com pagamento de salários na Assembleia do Rio de Janeiro, reforçando suspeita de que ele recolhia parte dos salários de servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro. Em resposta, o filho do presidente disse que cobrou explicações de Queiroz sobre o caso.

19 de dezembro de 2018:

Queiroz não comparece a depoimento sobre o caso ao Ministério Público. A defesa alega "urgência médica, em uma inesperada crise de saúde". Dias depois, ele faltaria a outro depoimento e seria internado. A primeira aparição ocorre somente em 26 de dezembro, em entrevista ao SBT, onde revela estar com câncer no estômago.

12 de janeiro de 2019:

Circulam nas redes vídeo em que Fabrício Queiroz aparece dançando no Hospital Albert Einstein, enquanto tomava soro. A defesa do ex-assessor afirma que ele tentava "trazer um pouco de alegria" à enfermaria.

17 de janeiro de 2019:

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, atende a pedido de Flávio Bolsonaro e determina a suspensão da investigação. Pedido ocorre pois Flávio, que foi eleito senador pelo Rio, alega possuir foro privilegiado e ter sido acusado com base em provas obtidas ilegalmente.

18 de janeiro de 2019:

O Jornal Nacional revela que Flávio Bolsonaro recebeu 48 depósitos suspeitos, no total de R$ 96 mil, em menos de um mês em 2017. Os depósitos foram feitos todos em caixas eletrônicos da Assembleia do Rio, sempre no mesmo valor: R$ 2 mil.

19 de janeiro de 2019:

O Jornal Nacional revela novos detalhes do relatório do Coaf no caso Queiroz. Segundo o jornal, o ex-assessor teria pagado um título bancário da Caixa Econômica Federal de mais de R$ 1 milhão. O relatório, no entanto, não identifica o favorecido nem a data do pagamento.

20 de janeiro de 2019:

O jornal O Globo revela que relatório do Coaf aponta, na verdade, que Fabrício Queiroz teria movimentado atipicamente R$ 7 milhões entre 2014 e 2017. Segundo o jornal, o valor até então divulgado, de R$ 1,2 milhão, diria respeito apenas ao período entre 2016 e 2017.

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