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Militares do Gate recebem atendimento psicológico após operação em Milagres

01:30 | 11/12/2018

A tragédia em Milagres, na sexta-feira, 7, deixou marcas emocionais profundas nas famílias dos reféns - seis foram mortos durante a desastrosa abordagem policial. Na outra ponta do drama, mexeu negativamente com a autoestima de policiais militares que participaram da ação contra os assaltantes de banco. Uma quadrilha tentou roubar as agências do Bradesco e do Banco do Brasil do município do Cariri cearense, oito criminosos morreram.

[SAIBAMAIS]De sexta-feira para cá, o clima é de desolação na sede do Grupo de Ações Táticas Operacionais (Gate) - unidade do Batalhão de Choque da PM do Ceará empregada na operação. Em meio às dúvidas, conversas sobre erros e responsabilização pelo resultado final do acontecido, alguns policiais precisaram de acompanhamento por causa do estresse pós-traumático gerado pela ocorrência.

Na noite de domingo, 9, segundo um militar ouvido pelo O POVO, durante a transmissão do programa Fantástico, da Rede Globo, quando foi ao ar o drama de familiares de reféns mortos, "na medida em que o close das câmeras aproximava a imagem dos caixões, a mão na cabeça e as lágrimas refletiam o desespero" de alguns profissionais do Gate. Os PMs do grupamento especial recebem treinamento diferenciado para ações de alta complexidade e são considerados, dentro da Segurança, a elite da PM do Ceará.

Na tarde de ontem, no próprio Batalhão de Choque, os agentes que estiveram em Milagres receberam atendimento psicológico. Estava marcada, também, reunião entre os PMs e advogados que prestam serviços voluntários na defesa jurídica de profissionais da Secretaria da Segurança Pública.

O governador anunciou o afastamento de 12 PMs sem identificá-los, por causa da condição de investigados e das informações difusas sobre como se deu o episódio. Ainda não há elementos técnico-científicos para cravar de onde partiram os tiros que mataram os seis reféns. A perícia do local do crime, os laudos cadavéricos, a reconstituição da cena do tiroteio e os depoimentos de sobreviventes, policiais, criminosos presos e testemunhas deverão dizer.

O POVO apurou que há no meio da tropa uma preocupação quanto às responsabilizações. Havia um comando e informações de inteligência precárias sobre aspectos táticos e de estratégia que deveriam estar mais claro antes e durante a operação. De acordo com uma fonte, a falta de qualidade das informes de inteligência e a análise equivocada de quem estava no comando da operação teriam causado a morte de seis inocentes.

O uso de reféns por criminosos é, usualmente, cogitado pelo Gate. No entanto, explica a fonte, as quadrilhas costumam fazer reféns durante a fuga. Nos últimos anos, não houve casos em que os "escudos humanos" foram levados na ida para o assalto. A mudança do modo de agir causou dúvidas, mas não foi suficiente para abortar a operação ou mudar a estratégia em Milagres.

Normalmente, informações sobre grandes assaltos a banco chegam por grampos em telefones usados pela quadrilha ou porque algum dissidente do bando resolve delatar. No caso de Milagres, a Polícia de Sergipe teria utilizado escuta. Porém, os assaltantes viajaram para Milagres sem celulares, interrompendo o sinal de localização.

"Se a Inteligência soubesse onde os caras estavam reunidos era fácil. Tanto que tinham policiais espalhados em cidades vizinhas a Milagres (Barro e Missão Velha), mas se concentraram em Milagres pelo fato de ter duas agências", relata a fonte.

Cautela 

Segundo o procurador-Geral de Justiça no Ceará, Plácido Rios, "os policiais não vislumbravam esse resultado (seis reféns e oito assaltantes mortos). Imagino a situação desses PMs". Porém tem de se ter mais "cautela".

Vigilância 

Para Plácido Rios (PGJ), a atividade policial é de altíssimo risco, "mas conseguimos diminuir os riscos quando se seguem protocolos rígidos de atuação. É isso que queremos e devemos cobrar da PM do Ceará".

JÉSSIKA SISNANDO, DEMITRI TÚLIO

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