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"Parei com essa vida", diz Carioca

01:30 | 06/11/2018
"Parei com essa vida", afirmou Carioca ao O POVO. Hoje está na "rua dos irmãos", ala dos bem comportados no IPPOO 2. Dos 51 anos de idade, completados em outubro, quase 32 já se emendam entre penitenciárias e delitos. Admite que a fama lhe deu respeito nos pavilhões e nas ruas, mas também problemas.

Suas condenações, por diversos casos, somaram mais de 100 anos. Presos no Brasil não cumprem mais que três décadas de pena, por isso seu tempo de castigo ganhou diversas comutações e progressões de regime. Os benefícios prisionais reduziram sua estada para 29 anos, 11 meses e nove dias de cadeia.

Em fevereiro do ano passado, Carioca foi libertado. Pela lei dos homens, não teria mais penitências a pagar. Zerou o tempo de confinamento obrigatório. 

Porém, em 9 de maio do ano passado, voltou para o interior de uma muralha. Desta vez por suposta participação num plano de resgate a líderes de sua facção, na CPPL 3. Passou a responder por mais três crimes: organização criminosa, porte de arma de fogo de uso restrito e receptação.

No mês passado, por este caso, Carioca deixou a condição de preso apenas provisório que desfrutava e recebeu nova pena: cinco anos e oito meses em regime semiaberto. Condenado pela 18ª Vara Criminal da Capital, a ordem da Justiça foi a de que permaneça preso.

Cézar Belmino Evangelista, juiz da 3ª Vara de Execuções Penais de Fortaleza, confirma que o tempo em que ficou preso desde maio do ano passado será descontado (detraído) na nova pena imputada. Carioca reclama de estar preso desta vez apenas por causa da fama.

 

CLáUDIO RIBEIRO